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RoboCopa: Brasil sedia campeonato de futebol com robos em junho
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Foto: Divulgação[/caption]
Quando robôs jogam futebol, mais parecem um grupo de crianças de cinco anos correndo atrás da bola, chutando sem muita precisão e caindo demais, mas isso não os impede de ter sua RoboCopa. Embora ainda sejam trôpegos, os times de robôs avançaram muito nos últimos anos, e alguns cientistas acreditam que, em uma década ou duas, serão capazes de desafiar os melhores jogadores do mundo.

Foto: Divulgação
Quando robôs jogam futebol, mais parecem um grupo de crianças de cinco anos correndo atrás da bola, chutando sem muita precisão e caindo demais, mas isso não os impede de ter sua RoboCopa. Embora ainda sejam trôpegos, os times de robôs avançaram muito nos últimos anos, e alguns cientistas acreditam que, em uma década ou duas, serão capazes de desafiar os melhores jogadores do mundo.
“Talvez em 20 anos possamos desenvolver uma equipe de robôs capaz de jogar contra as melhores equipes do Mundial”, disse Daniel Lee, encarregado do laboratório de robótica da Universidade da Pensilvânia, que no próximo mês tentará no Brasil sua quarta RoboCopa, o principal torneio de futebol robótico.
O futebol robótico, explica Lee, é mais do que diversão e jogo. Envolve inteligência artificial e complexos algoritmos que ajudam a ter uma compreensão melhor da visão, da cognição e da mobilidade humana.
Uma tecnologia similar pode ser usada para robôs que desempenham tarefas do lar, ou missões de busca e resgate, ou para carros que se dirigem sozinhos, disse Lee, que chefiou uma demonstração de sua equipe de robôs esta quarta-feira na New America Foundation, um “think tank” de Washington.
– Muito o que aprender –
Lee afirmou que os robôs melhoraram muito em uma década, passando de máquinas de quatro patas, como os cães, a humanoides bípedes. Ainda há, porém, muito a aprender antes que um robô futebolista possa competir com um ser humano. Os robôs da demonstração de quarta-feira ainda se movimentavam de forma pouco firme, às vezes não conseguiam localizar a bola e, com frequência, acabavam colidindo ou caindo.
“Temos máquinas que podem nos vencer no xadrez”, afirmou ele, com um sorriso nos lábios, “mas (os humanos) ainda podem passar por cima deles no futebol”. Como os robôs são autônomos, precisam conseguir executar todo tipo de tarefa que os humanos fazem sem problemas: encontrar a bola, adaptar-se a diferentes condições de luz e terreno e definir a melhor estratégia.
“Nossos robôs calculam tudo em termos de probabilidades”, explicou, o que significa que um humano pode ser mais inteligente do que uma máquina. “Em criatividade, os humanos têm vantagem”, acrescentou.
– Da engenharia à anatomia –
A equipe The Penn Student levou para casa a RoboCopa de 2013, celebrada na Holanda, depois de ter vencido as edições na Cidade do México, em 2012, e em Istambul, em 2011. Lee disse que as pesquisas se nutrem de uma variedade de disciplinas, que vão da engenharia à anatomia, passando pelo esporte. O maior desafio é desenvolver o tipo de habilidade e de inteligência que os atletas têm.
“O que é mais difícil é compreender a intenção da outra equipe”, comentou Lee. Além de continuar desenvolvendo tecnologia para um robô individual, os cientistas também precisam encontrar formas melhores de comunicação entre as máquinas para que coordenem estratégias. Lee ressaltou que tudo isso requer “um profundo conhecimento da inteligência”, algo do que ainda “estamos muito longe”, completou o pesquisador.
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE
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