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Um medicamento experimental para Alzheimer desenvolvido pelos laboratórios Eisai e Biogen retardou o declínio cognitivo e funcional em um grande teste em pacientes nos estágios iniciais da doença, disseram os fabricantes na terça-feira (28), uma vitória potencialmente rara em um campo repleto de medicamentos fracassados.

Até agora, vários fabricantes de medicamentos tentaram encontrar um tratamento eficaz para a doença que afeta cerca de 55 milhões de pessoas em todo o mundo, mas falharam.

Um avanço seria um grande impulso para estudos semelhantes conduzidos por Roche e Eli Lilly.

A droga, lecanemabe, retardou o progresso da doença em 27% em comparação com um placebo, e atingiu o objetivo principal do estudo, o que potencialmente oferece esperança para pacientes e famílias ansiosos por um tratamento eficaz.

A corrida para conter a progressão do Alzheimer acontece por causa da previsão de que o número de americanos que vivem com a doença deve dobrar para 13 milhões até 2050, de acordo com a Associação de Alzheimer.

Globalmente, o número pode chegar a 139 milhões até 2050, sem um tratamento eficaz, disse a Alzheimer’s Disease International.

A Eisai está buscando a aprovação da FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA), a reguladora americana semelhante à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, em um processo acelerado, com decisão prevista para o início de janeiro.

Fonte: R7