(Foto: Divulgação )

Nesta sexta-feira (13), data que marca 134 anos do fim da escravidão no Brasil, militantes e professores de história explicam por que o 13 de maio e o 20 de novembro são datas tratadas de forma diferente pela história e por militantes antirracistas.

“O movimento negro tem datas em que celebra e datas em que luta”, sintetizou Dara Sant’Anna, coordenadora do Coletivo Nacional de Juventude Negra Enegrecer, ao ser questionada sobre a diferença entre o dia 13 de maio e o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

Durante muito tempo, o 13 de maio foi a data em que se festejava a assinatura da Lei Áurea, que decretava o fim da escravidão no Brasil, e em que se exaltava a figura da Princesa Isabel. De acordo com o professor de História Caio César Félix, tratava-se de uma política cultural de exaltar grandes heróis nacionais, reforçada nas escolas de educação básica.

“Naquele tempo, no ensino tecnicista, positivista, muito pouco reflexivo, se abordava especialmente as questões dos grandes heróis nacionais. A Princesa Isabel era a figura da libertadora, da redentora. É como se a Lei Áurea de 1888 fosse uma benesse estabelecida por ela, descontextualizando completamente o papel dos negros no seu processo de libertação: a luta abolicionista”, explicou o historiador.

Além do protagonismo, outra razão para que os movimentos negros questionem o protagonismo da monarca na libertação das pessoas escravizadas é que a Lei Áurea não promoveu políticas públicas para inclusão socioeconômica de pessoas pretos e indígenas escravizadas.

De quem é o protagonismo?

Além de questionar as circunstâncias nas quais as pessoas escravizadas foram libertas, muitos historiadores discutem o protagonismo dado à Princesa Isabel, uma vez que havia, muito antes de 1888, inúmeras movimentações abolicionistas, promovidas principalmente por negros.

Fonte: G1

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