Após a suspensão das eleições suplementares em Iguatu, pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, mais um fato inusitado aconteceu na política iguatuense.

O presidente da Câmara Municipal de Iguatu, Ronald Bezerra, do Republicanos, não tomou posse como prefeito interino e continua no cargo a ex-presidente da Câmara a vereadora e suplente de deputada federal, Eliane Brás, do PSD.

A decisão se deve a uma interpretação de que ela deveria continuar “até o final do julgamento do recurso” que está previsto para acontecer pelos próximos dias. Especialistas consultados por nossa reportagem, foram unânimes em dizer que esse fato “não teria sustentação jurídica e que todos os atos de Eliane Braz estariam automaticamente nulos”, pois ela não é mais a presidente da Câmara.

Pela lei, na vacância dos cargos de prefeito e vice, assume o presidente da Câmara que deveria ser o recém-empossado, o vereador Ronald Bezerra, mas não foi isso que aconteceu. Nesse caso, a presidência da Câmara teria a obrigação legal de assumir a interinidade como prefeito até que o recurso seja julgado. Aliado político de Ednaldo Lavor, o vereador Ronald Bezerra até agora não se movimentou nesse sentido.

A população iguatuense desde que o prefeito e o vice foram afastados mediante cassação de mandato por abuso de poder econômico está sem saber qual rumo a cidade tomará, pois desde as última eleições realizadas em 2020, Iguatu já teve 2 prefeitos e, agora, mais 1 por conta da troca de presidente da Câmara para o biênio 2023/ 2024.

By Luís Sucupira

Jornalista - MTE3951/CE