Economia
Preço dos cereais sobe 17% em um ano e impulsiona alta dos alimentos no mundo, aponta FAO
O preço global dos alimentos subiu 1,5% em setembro, segundo o índice da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O indicador chegou a 136 pontos, com destaque para os cereais, que registraram alta de 17,2% na comparação com setembro de 2025.
O trigo teve aumento de 6,3% em relação a agosto e atingiu o maior preço desde agosto de 2023. De acordo com a FAO, restrições logísticas na região do Mar Negro fizeram importadores buscar fornecedores alternativos. O clima seco em áreas da América do Norte também contribuiu para a elevação das cotações.
O milho também apresentou forte valorização. O preço internacional subiu 5,6% em setembro e alcançou o maior nível em mais de três anos. Entre os fatores apontados estão produtividades abaixo do esperado nos Estados Unidos, menor oferta brasileira para exportação e dificuldades no comércio de milho na região do Mar Negro.
Outros cereais também tiveram alta. O sorgo avançou 13,7% e a cevada subiu 3,9% no mês. A FAO relaciona parte desse movimento às expectativas de aumento das compras chinesas de sorgo e às condições do mercado internacional de grãos.
Além dos cereais, o índice de preços dos óleos vegetais aumentou 0,9% em setembro, enquanto o açúcar subiu 6,1%, registrando a terceira alta mensal consecutiva. Por outro lado, os preços das carnes recuaram 1,1% e os produtos lácteos tiveram queda de 0,1%. Mesmo com a alta anual, o índice geral de alimentos permanece 15,1% abaixo do recorde registrado em março de 2022. (Foto: Reprodução/CNN Brasil )
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