Preço do carro zero sobe 5,3% no terceiro trimestre, e 13% no ano

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Os preços dos carros zero km no Brasil acumularam uma alta de 5,31% no terceiro trimestre de 2021, segundo levantamento da Keeley Blue Book (KBB), empresa especializada em pesquisa de preços de veículos novos e usados. Apenas em setembro, os modelos 2022 chegaram a ter um aumento médio de 2,59%.

De acordo com a KBB, o preço dos carros zero neste ano já acumula uma alta de 13%. No mês passado, a variação média ficou em 0,54%, o dobro do resultado observado em agosto, o que prova, segundo a empresa, que “a tendência de aumentos, arrefecida no primeiro semestre, reforçou-se”.

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A variação média dos veículos de 2021, grupo formado por modelos de estoque, também avançou nos últimos três meses, fechando setembro com alta de 0,31%. O acumulado do ano neste segmento é de 5,7%.

A pesquisa divulgada pela empresa não discrimina os modelos por marca, utilizando apenas o ano de lançamento como critério de corte. No estudo, a KBB utilizou um algoritmo-base próprio para compilar mais de 800 mil informações de preços no mercado e conduzir a análise.

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Alta de preços também afeta mercado de seminovos e usados


No segmento de carros seminovos (até 3 anos de uso) e usados (de 4 a 10 anos de uso), a tendência também é de aumento nos preços. Entre julho e setembro, por exemplo, a alta acumulada no valor dos seminovos foi de 1,37% — os carros produzidos em 2018 foram os que mais contribuíram para a escalada, com uma alta de quase 15%. No ano inteiro, o aumento médio até então é de 11,12% — quase tão significativo como o preço dos carros zero.

Já no segmento dos automóveis usados, o crescimento total foi de 3,84% no terceiro trimestre – de acordo com a KBB, o setor com a maior alta de preços relativos. No acumulado do ano, a média de reajuste já alcança 16,88%, com os modelos de 2011 chegando a quase 20% de aumento total. Parte da valorização provavelmente se deve ao fato de alguns carros usados estarem sendo vendidos no Brasil por um preço mais alto do que os zero km.

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Fonte: Olhar Digital