(Foto: Reprodução)

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o policial militar, Cleyber Barbosa Araújo. O cabo e presidente da Associação dos Profissionais de Segurança (APS) agora é réu no Judiciário cearense, após, conforme a acusação, chamar publicamente o Tribunal de Justiça Estadual de “preconceituoso e racista”.

As ofensas partiram ainda no ano de 2020, quando um outro PM, foi preso por gravar vídeos ofendendo o governador do Ceará, o secretário e o comandante da Polícia Militar do Ceará (PMCE). Ele participou do motim, de acordo com a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), e foi demitido da Corporação em julho de 2021.

Consta na denúncia do MPCE que Cleyber considerava errada a detenção do colega e se manifestou publicamente, caluniando a Justiça. O denunciado fez um vídeo de quase dois minutos e divulgou o conteúdo nas redes sociais.

A reportagem entrou em contato com o réu, que nega ter feito críticas à Justiça. “Em nenhum momento fiz crítica à Justiça, a chamando de preconceituosa e racista. Tomei um posicionamento falando que a prisão era desproporcional. Continuo acreditando que foi desproporcional a reclusão dele”, disse Cleyber.

A acusação chegou ao Judiciário ainda em 2020, mas só foi aceita há duas semanas, no dia 1º de setembro de 2022. O juiz Magno Rocha Thé Mota, representando a Auditoria Militar do Estado do Ceará, deferiu o pleito ministerial e ainda determinou que Cleyber se “abstenha-se de gravar, veicular, publicar, redigir ou qualquer outra forma de manifestação sobre temas e/ou pessoas ligadas ao meio militar e da área de Segurança Pública, sob pena de lhe ser decretada medida mais severa como o decreto de custódia preventiva”.

O cabo ainda questiona que ter tido a liberdade de expressão ferida e diz que encara a denúncia de uma forma tranquila, “mas sem entender o que houve”.

Fonte: Diário do Nordeste

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