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Planeta gigantesco em nossa constelação vizinha desafia cientistas
Cientistas identificaram um planeta gigantesco que vem desafiando o entendimento de como esses corpos celestes se formam. O mais interessante é que o chamado “b Centauri b” nem está muito distante – guardadas as devidas proporções: ele está orbitando o sistema binário b Centauri, há apenas 325 anos-luz da Terra.
O planeta foi fotografado pelo Very Large Telescope, ou simplesmente “VLT”, localizado no Chile e operado pelo European Southern Observatory (ESO) e ele traz algumas características intrigantes.
Para começar, ele tem uma órbita de trajetória 14 vezes mais longa de sua estrela do que Plutão tem do nosso Sol, o que pode ser a principal razão pela qual ele existe em primeiro lugar: o sistema binário b Centauri (formado pelas estrelas A e B) é um dos mais quentes do universo conhecido (a estrela “A”, sozinha, chega a quase 18.000 ºC).

A órbita de trajetória tão aberta do “b Centauri b” deve torná-lo frio o suficiente para que os constantes golpes de raios-X e ultravioleta não inviabilizem a sua existência.
“Estrelas como essa”, disse o astrônomo sueco Markus Janson em um comunicado sobre sua descoberta, “são normalmente consideradas muito destrutivas e com ambientes perigosos demais. Acreditava-se que elas deveriam ter dificuldades excessivas de formar grandes planetas ao seu redor”.
Os cientistas especulam que sua formação provavelmente se deu por um fenômeno chamado “acreção nuclear”. Esse processo – que também formou Júpiter – basicamente indica que partículas de gás e poeira cósmica se juntaram até adquirir uma força gravitacional própria.
Uma posição alternativa também aposta nisso, porém com um processo anterior levando à ideia: uma nebulosa pode ter entrado em colapso devido ao seu próprio poder gravitacional, basicamente “desconectando” suas partículas até que parte delas se juntassem e formassem o planeta gigantesco.
“Encontrar um planeta ao redor da b Centauri foi algo bastante empolgante, tendo em vista que isso muda completamente o cenário de nossos conhecimentos sobre estrelas massivas como hospedeiras de planetas”, disse Janson.
Fonte: Olhar Digital
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