A cada 45 partos no mundo, um será de uma criança que se encontra em algum nível do transtorno do espectro autista (TEA), conforme apontam estudos científicos. Diagnóstico ou prognóstico que possam predizer essa condição ainda não são possíveis por não existir uma metodologia exata.

No entanto, há uma perspectiva de mudança nesse cenário a partir de um estudo em andamento da Universidade Federal do Ceará, em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece) e com o Instituto da Primeira Infância (IPREDE).

Um grupo de pesquisadores dessas universidades, iniciou, neste mês, uma pesquisa pioneira em todo o mundo que busca romper os limites dessas incertezas e permitir, em alguns anos, a partir dos resultados obtidos, “a identificação do autismo de forma precisa e precoce, possivelmente já no teste do pezinho”.

 

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento ligado ao comportamento.

 

O professor do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Medicina da UFC, Sulivan Mota, explica que atualmente, o diagnóstico do transtorno é feito de forma subjetiva, através da observação das características no comportamento, o que só é possível de forma mais precisa em crianças de dois anos e meio a três, quando cedo.

 

 

Fonte: Diário do Nordeste