Público de apenas 6 mil pessoas foi ver Ceará x ASA, pela Série B, sábado FOTOS: KIKO SILVA

 

Uma das palavras mais utilizadas para justificar a Copa do Mundo e a Copa das Confederações no Brasil é o legado que esses torneios podem deixar para o País, seja ele uma herança positiva para a infraestrutura da cidade, para o futebol local ou uma evolução social.

Contudo, os pouco mais de 6 mil torcedores (5.617 pagantes) que foram à Arena Castelão, no último sábado, 13, acompanhar o embate entre Ceará e ASA, pela Série B do Campeonato Brasileiro, não puderam desfrutar do prometido ´padrão Fifa´, que parece ter ficado na Copa das Confederações _ pelo menos, em relação aos serviços que funcionaram no torneio da Fifa.

O baixo apelo da partida, agregado a um horário pouco convidativo _ 21h de sábado _, facilitou a chegada e a saída dos torcedores. No entanto, ao contrário do mês passado, não foi disponibilizado nenhum serviço especial de transporte para o público. Também não houve bloqueio nem fiscalização no entorno do estádio, abrindo brecha para inúmeras infrações de trânsito.

Se a chegada foi tranquila, não se pode dizer o mesmo da entrada. O repórter da TV Verdes Mares, Alysson Oliveira, registrou problemas. “Algumas catracas não funcionaram. Torcedores tiveram que entrar por um portão lateral, onde seus ingressos foram checados”, relatou.

A falha foi confirmada pelo professor de Matemática Gley-dson Chaves: “Meu filho teve problemas para entrar. A catraca estava quebrada e ele enfrentou minutos em uma fila”.

A queda do padrão também foi notada no serviço dos bares do estádio, onde, mesmo com pouca gente, chegou a faltar produtos. “Não me importo em pagar caro, desde que eu tenha em troca um serviço de qualidade. É lamentável ver como as coisas mudaram para pior. Isso vale desde o condicionamento dos alimentos e bebidas em isopores até o fato de continuarem não aceitando cartão de crédito e débito”, reclamou o professor.

Na mesma linha, o analista de sistemas Diogo Sales traçou um paralelo entre os serviços. “Entendo a diferença de nível das competições, mas há coisas que não custa copiar. Se houvesse mais torcida sábado, por exemplo, a entrada seria complicada. Os organizadores poderiam copiar o sistema de divisão de setores, como a Fifa fez. É absurdo ambulantes cobrem valores superiores ao da lanchonete, assim como também é lamentável que falte lanches, como ocorreu”.

Diogo reclamou ainda da falta de policiamento na saída do estádio, por volta das 23h.

Imprensa

Os serviços para imprensa “voltaram a ser o que era antes”, disse Alysson Oliveira. O jornalista lembrou que as instalações montada para o certame da Fifa foram desmontadas, voltando ao padrão antigo do estádio.