Saúde
Pais devem vacinar 238,8 meninas de 9 a 11 anos contra o HPV, no Ceará
Pais ou responsáveis por meninas com idade entre 9 e 11 anos que já receberam a primeira dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) há seis meses devem levá-las aos postos de saúde municipais de todo o Ceará para receber a segunda dose. No estado, 238,8 mil meninas devem ser vacinadas.
Esta é a segunda fase de mobilização nacional do Ministério da Saúde quanto a vacinação, nesta faixa etária, conta o HPV.
Em Fortaleza, o posto de saúde Paulo Marcelo, no Centro, estará aberto no fim de semana, das 8 h às 17 h, para a vacinação.
No ano passado, quando a vacina foi disponibilizada no SUS, 110,1% do público estimado foi vacinado com a primeira dose, alcançando 267,4 mil meninas de 11 a 13 anos, no estado. Entretanto, só 168,8 mil destas meninas procuraram uma unidade de saúde para tomar a segunda dose, o que representa 69% do público.
A vacina protege contra quatro subtipos de HPV, sendo dois responsáveis por 70% dos casos de câncer do colo do útero, que é a terceira causa de morte de mulheres no Brasil.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, ressaltou a importância da vacina na prevenção contra o câncer do colo do útero. “Apesar do grande sucesso obtido na cobertura vacinal em 2014, neste ano os números ficaram abaixo do esperado. Por isso, o Ministério da Saúde convoca os pais, responsáveis, gestores locais, professores e toda a sociedade para divulgar a informação de que a vacina é segura e eficaz”, afirmou Chioro.
Cobertura vacinal
No Brasil, até agosto, 2,5 milhões de meninas de 9 a 11 anos foram vacinadas contra HPV. Isso representa 50,9% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de adolescentes nesta faixa-etária. No ano passado, quando a vacina foi disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS), 101,8% do público estimado foi vacinado com a primeira dose, alcançando 5 milhões de meninas de 11 a 13 anos. Entretanto, só 3 milhões procuraram uma unidade de saúde para tomar a segunda dose, o que representa 60%, sendo que a meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público–alvo.
Para a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, “vacinar as meninas de nove anos não vai apresentar resultado imediato, mas será muito importante daqui a 20 ou 30 anos”. Segundo ela, eventos adversos são comuns em qualquer vacina e não devem ser um impeditivo para a proteção das meninas. “Ela é totalmente segura e está licenciada no mundo desde 2006”, afirmou.
Fonte: G1/CE
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