(Foto: Reprodução)

Roberto sempre quis ser pai. Erika sempre quis ser mãe. Na verdade, era mais do que isso. Os dois buscavam algo em comum: construir uma família. Pode parecer clichê ou óbvio demais, mas, para muitas pessoas trans, aquelas que não se identificam com o gênero do nascimento, esse é um objetivo distante.

Erika Fernandes, mais do que Roberto Bete, sabe bem o que é isso. Mulher trans, natural de Aracaju (SE), escutou com frequência que “construir uma família” ou até mesmo encontrar o amor não eram para ela.

Inclusive, chegou a ouvir conselhos —que eram dados com boas intenções— de que não deveria fazer a transição de gênero, momento em que mudanças corporais começam a aparecer após a reposição de hormônios (neste caso, estrogênio e progesterona).

“Diziam que eu teria uma vida solitária, sem um relacionamento, sem alguém para me amar. Diziam que a vida de trans é rua, prostituição e drogas, tudo de pior”, lembra a empreendedora de 28 anos.

No entanto, ela passou pela transição, há cerca de 6 anos, e manteve o sonho da família —que foi realizado no último dia 10 de maio, com o nascimento de Noah, registrado no documentário Pai Grávido, produzido por MOV, a produtora de vídeos do UOL, VivaBem, a plataforma de saúde e bem-estar do UOL, e o Núcleo de Diversidade do UOL.

Fonte: VOL

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