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Heather Browning, pesquisadora cursando pós-doutorado em senciência e bem-estar animal na London School of Economics (LSE), argumenta em um ensaio que “a mente de um polvo pode ser muito diferente da nossa, mas somente tentando ver o mundo do ponto de vista dele é que poderemos descobrir o que é bom para ele e assim garantir seu bem-estar”.

Browning trabalha em um projeto sobre as bases da senciência animal na LSE e fez parte de uma equipe que produziu um importante relatório tentando descobrir se os polvos têm consciência.

Uma abordagem é começar com um estudo de caso sobre um animal que sabemos que é senciente: o ser humano.

“Se formos realmente analisar, consideramos que somos sencientes e que outros seres humanos como nós também são, o que acho bastante razoável”, explica Browning. “A partir daqui, você pode começar a procurar características que outros animais podem ter em comum conosco.”

Vamos considerar, por exemplo, a capacidade de sentir dor, que foi o tema do relatório da equipe da LSE sobre moluscos cefalópodes (incluindo polvos, sépias e lulas) e crustáceos decápodes (que incluem caranguejos, lagostas, lagostins e camarões).

Fonte: BBC News Brasil