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A autorização dada pelo Senado para o Estado do Ceará contratar um novo empréstimo internacional de US$ 150 milhões – quase R$ 800 milhões, junto ao BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) permitirá a ampliação, nos próximos quatro anos, em 800 km, a malha rodoviária estadual. A informação é do Superintendente de Obras Públicas (SOP), Quintino Vieira.

Do total de 800 km, segundo Quintino Vieira, serão 300 km de estradas duplicadas, incluindo o trecho da CE 085, entre Trairi e Camocim, que representa um dos principais corredores turísticos do litoral cearense. Quintino disse, ainda, que o contrato com o BIRD será assinado até o dia 20 de outubro, mas, após a aprovação da autorização do empréstimo pelo Senado, o Estado abrirá um pacote de 48 licitações para obras de manutenção e construção de novas estradas.

Quintino Vieira fez referência a um montante de US$ 187 milhões em relação ao BIRD, o que levou ao cálculo de quase R$ 900 milhões. O texto da autorização para contratação do empréstimo, que foi aprovada na última sexta-feira pelo Senado, destaca que o montante de recursos é da ordem de US$ 150 milhões, ou seja, R$ 787 milhões. O projeto que trata sobre a operação externa, com recursos para o Programa de Qualificação da Infraestrutura Rodoviária Estadual (InfraRodoviária Ceará), teve como relator o senador Tasso Jereissati (PSDB).

O empréstimo internacional garantirá, ainda, de acordo com o Superintendente de Obras Públicas do Estado, a construção de três novos aeroportos no Interior do Ceará. Segundo Quintino, são áreas – como Vale do Jaguaribe, Centro Sul e Sertões de Cratéus, que registram uma alta na demanda de aterrissagem diária de pequenos aviões.

Quintino destaca, também, que, com a nova infraestrutura aeroportuária, a população terá um ganho importante nas áreas da saúde e da segurança pública. Em cada um dos novos aeroportos, segundo Quintino Vieira, será montada uma base do CIOPAER, permitindo mais agilidade nas ações de enfrentamento à criminalidade e, também, o transporte de profissionais da área da saúde e de pacientes. Quintino afirmou que o planejamento é no sentido da distância entre os aeroportos, coberta por helicópteros, ficar, no máximo, 25 minutos.

Fonte: Ceará Agora