Há um século, quando o Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité, foi erguido, uma cápsula do tempo foi enterrada para ser aberta 100 anos depois, ou seja, em dezembro de 2022. A data chegou, mas o baú não apareceu. O local exato em que a cápsula foi depositada ainda é incerto.

O atual diretor do Mosteiro, padre Eugênio Pacelli, conta que há investigações em andamento com a finalidade de encontrar o cápsula do tempo. “Estamos reunindo informações para localizá-la”, pontuou Eugênio.

Questionado sobre o conteúdo do baú, Eugênio explicou que, pelos escritos, há relatos de moedas da época, um exemplar de jornal e uma pedra da antiga Igreja dos Jesuítas, em Aquiraz.

“Também tem uma ata da cerimônia de inauguração, assinada pelos presentes em 1922″, completou padre Eugênio. “Estudiosos podem nos dar informações que ajudem a gente a localizá-la. A intenção é resgatar essa cápsula e colocá-la no museu, juntos com as demais peças do acervo já existente”, acrescenta.

Para daqui a 100 anos, uma nova meta já está traçada. Neste início de dezembro, o Mosteiro realizou um evento comemorativo em alusão ao século desde sua construção. Em uma programação de dois dias, que reuniu a apresentação das memórias dos locais à comunidade, divulgação de novos projetos, com a abertura do Museu, dentre outras, também foi fechada uma nova cápsula do tempo.

O baú fora depositado sob a grama do jardim do Mosteiro, com objetos e documentos. A intenção é retirar a nova cápsula em 2122, data em que será celebrado os 200 anos do local.

Fonte: Diário do Nordeste