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Manobra de Flávio Bolsonaro com palavra “corrupto” na mão vira meme e gera efeito reverso às vésperas do 2º turno

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Segundo reportagem do jornal britânico The Guardian, a tentativa do candidato de extrema-direita de provocar o adversário no debate acabou mobilizando a internet com uma onda de sátiras e autodescrições.
Uma estratégia política criada para desgastar o oponente na reta final do segundo turno das eleições presidenciais acabou se voltando contra seu próprio criador. Segundo reportagem do jornalista Tom Phillips, correspondente para a América Latina do tradicional jornal britânico The Guardian, a atitude do candidato Flávio Bolsonaro de exibir a palavra “corrupto” escrita à mão na palma da mão durante o debate televisivo gerou uma forte onda de sátiras nas redes sociais.
Em vez de focar a atenção do eleitorado nas acusações contra o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, a mensagem escrita à mão foi interpretada de forma irônica por milhões de internautas e telespectadores como uma espécie de “autodescrição” ou “admissão de culpa” do próprio senador do PL.
Logo após a transmissão do debate, apoiadores de Lula e usuários de diferentes perfis ocuparam as redes sociais publicando fotos com suas próprias profissões e descrições registradas na palma da mão.
A tendência reuniu desde artistas e figuras públicas até profissionais de diversas áreas em todo o país:
  • John Ulhoa, guitarrista da banda Pato Fu, brincou ao escrever na mão que era “músico (e um gato)”.
  • O humorista Antonio Tabet compartilhou uma imagem apresentando-se como artista para seus mais de 2,8 milhões de seguidores.
  • Profissionais da saúde, educação e serviços essenciais — como a enfermeira Carla Emanuela Sacramento, além de garis, professores, engenheiros, jornalistas, arquitetos e policiais — aderiram ao movimento registrando suas ocupações na pele.
  • Figuras do meio político também entraram no meme, a exemplo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (que escreveu “médico”), e da deputada Tabata Amaral (identificada como “cientista política e astrofísica”).
Conforme destacado na reportagem do The Guardian, o especialista em América Latina James Bosworth, em análise publicada no Substack, classificou a manobra de Flávio Bolsonaro como um “erro crucial” na busca pelo eleitorado.
O texto do veículo britânico ressalta ainda o histórico de acusações do senador e menções a investigações recentes da Polícia Federal. A matéria lembra também que o presidente Lula aproveitou o debate para desafiar Bolsonaro a abrir seus sigilos bancários e telefônicos — proposta que não obteve resposta imediata do parlamentar do PL até o fechamento do artigo original.
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