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Juventude brasileira leva discussão sobre racismo ambiental à COP29

Jovens de diversas regiões do Brasil viajaram a Baku, no Azerbaijão, para participar da COP29 e ter voz nas negociações climáticas.

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Jovens de diversas regiões do Brasil viajaram a Baku, no Azerbaijão, para participar da COP29 e ter voz nas negociações climáticas. Entre eles, está a Coalizão COP das Baixadas, que reúne jovens de áreas periféricas altamente impactadas por eventos climáticos extremos. Eles criaram o Observatório das Baixadas, uma plataforma que monitora em tempo real os riscos de desastres nessas áreas.

Durante o evento, a rede Vozes Negras pelo Clima apresentou o relatório “Nada Sobre Nós sem Nós,” que aborda a justiça climática com foco em raça e gênero. Lídia Lins, integrante da rede, destacou a importância de incluir as vozes das comunidades mais afetadas nas negociações globais.

A iniciativa busca garantir que, na COP30, que ocorrerá no Brasil, haja uma participação efetiva da sociedade na construção de políticas climáticas. A rede enfatiza que soluções eficazes dependem da inclusão das comunidades diretamente impactadas pelos eventos climáticos e do financiamento de projetos locais.

Lídia Lins ressaltou que o formato de consulta digital adotado por muitos países, incluindo o Brasil, é pouco inclusivo. Ela defende que as tecnologias sociais desenvolvidas pelas próprias comunidades devem estar presentes nas mesas de negociação e receber financiamento adequado.

A superação da crise climática, segundo Lídia, passa pela valorização do conhecimento técnico e popular produzido pelos diferentes povos, conforme indicado no relatório do IPCC de 2023. Essas soluções baseadas nas realidades locais são cruciais para enfrentar os desafios climáticos de maneira eficaz.

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