(Foto:Daniela Lima)
Uma jovem de 22 anos foi informada que é uma doadora de medula óssea compatível com um paciente no exterior. Emocionada, Juliana Andrade Bessa havia feito seu cadastro em 2008

e na tarde de ontem (20) se dirigiu ao Centro de Hematologia e Hemoterapia de Iguatu e verificando o seu cadastro foi informada que a probabilidade de compatibilidade só acontece de 1 em 1 milhão de possibilidades por se tratar de um receptor fora do país.

Agora ela deverá fazer uma nova coleta de sangue para ser levada a Fortaleza e posteriormente enviado ao REDOME (Registro Nacional de Doares de Medula Óssea) instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Rio de Janeiro. 

Segundo informações do HEMOCE local, em anos passados registrou-se apenas 3 brasileiros que foram compatíveis com pessoas em outro país, dois deles doaram e outro recebeu a medula óssea de um americano. O procedimento do transplante é demasiadamente simples e não impõe riscos a saúde do doador somente ao receptor que terá sua medula comprometida totalmente retirada e receberá a nova sadia, durante esse processo o mesmo ficará sem imunidade e sujeito a complicações, por isso, o transplante só é aconselhado para alguns casos de leucemias e/ou doenças do sistema imunológico.

Juliana falou aos microfones da Rádio Mais FM em entrevista sobre o momento: “Eu fiquei bastante emocionada e sem nem acreditar… Vou fazer todos os exames e vou sim tentar doar a medula… Eu já tinha em mente que quando eu completasse 18 anos ia fazer a doação de sangue aí quando cheguei aqui estava tendo uma campanha pra coleta de medula ósseia e eu fiz o cadastro na hora, não pensei duas vezes, o que me motivou mais foi que meu avô teve leucemia e infelizmente chegou a falecer… Minha mãe vinha para fazer a doação de sangue pra ele”.