O médico infectologista e professor da Universidade Federal do Ceará, Ivo Castelo Branco, reforça que as pessoas devem ficar em casa e evitar o deslocamento da Capital para o Interior e das cidades interioranas para os sítios durante a próxima semana. Nesses encontros de parentes há risco de contágios para os idosos, – pais, avós, e tios. É tradição viajar na Semana Santa.

Médico infectologista e professor da UFC
Ivo Castelo Branco

Ivo Castelo Branco reforça o alerta para os moradores do Interior. “Estamos na terceira fase da doença, o contágio comunitário, e não sabemos quem pode nos contaminar”, ressaltou. “O melhor é ter prevenção, evitar sair de casa, e se tiver que sair, usar máscara, que pode ser caseira e sempre lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel a 70%”.

Nilson Diniz, prefeito de Cedro e presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece) acredita que com o passar dos dias e o surgimento de casos graves e até de morte de pessoas mais próximas haverá mudança de comportamento. “Não é que o sertanejo se comporte de forma diferente de quem mora na Capital, mas porque ainda não sentiram o problema de perto”, pontuou. “O ideal é que as pessoas permaneçam em casa”.

A proximidade da Semana Santa, como é costume, reúne parentes e há um fluxo de pessoas entre a Capital e o sertão, serras e litoral e entre as cidades do interior e as áreas rurais. “Devemos ter uma Semana Santa diferente porque não sabemos quem está contaminado ou não com a Covid-19”, pontuou Diniz. “A aproximação com os pais, avós é um perigo”.

O alerta não se restringe apenas ao período da Semana e Páscoa. “Sabemos que ocorrem aglomerações no interior, no Centro, pessoas andando, muita gente enfrente aos bancos, mas isso não deve ocorrer”, pontuou Ivo Castelo Branco.

Fonte: Diário Centro Sul