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Hormônios podem levar à instabilidade nas bolsas de valores, diz estudo
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O estresse exagerado pode afetar o desempenho de qualquer profissional. Nessa circunstância, um taxista pode se tornar menos prudente no trânsito, um professor pode perder a paciência mais facilmente e um médico pode realizar um atendimento menos eficaz.

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O estresse exagerado pode afetar o desempenho de qualquer profissional. Nessa circunstância, um taxista pode se tornar menos prudente no trânsito, um professor pode perder a paciência mais facilmente e um médico pode realizar um atendimento menos eficaz.
Quando uma grande pressão recai sobre corretores da bolsa e outros profissionais do mercado financeiro, as consequências atingem uma escala muito maior, e economias de países inteiros apresentarem perigosos períodos de instabilidade. E essa afirmação não é uma mera especulação. Segundo alguns estudos, quando os agentes do mercado experimentam níveis elevados de estresse, as economias realmente correm risco.
Essas pesquisas conseguiram encontrar uma relação entre níveis elevados de cortisol entre os executivos do mercado financeiro e crises econômicas. A substância em questão é um hormônio cujos níveis no organismo aumentam durante situações ou períodos de tensão e, entre vários efeitos, pode fazer com que as pessoas se tornem avessas a assumir riscos. Não é difícil, portanto, imaginar que cortisol em excesso é ruim para quem vive de especular. Mercado financeiro sem riscos é um mercado parado, logo, em crise.
O neurocientista John Coates — que, antes de se tornar cientista, foi executivo de Wall Street — é um dos principais estudiosos sobre o tema. Segundo ele, análises já revelaram que um aumento do cortisol em investidores londrinos levou à volatilidade do mercado por períodos de até duas semanas. Em seu estudo mais recente, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), Coates e colegas da Universidade de Cambridge decidiram analisar essa relação no ambiente controlado do laboratório.
Os experimentos foram feitos no Hospital Addenbrooke, no câmpus da universidade, e contaram com a ajuda de 20 homens e 16 mulheres com idade entre 20 e 36 anos. O objetivo era ver como os voluntários reagiam durante um jogo semelhante a uma loteria. No entanto, o grupo sofreu uma intervenção prévia: 24 dos participantes tiveram suas taxas de cortisol elevadas por meio de comprimidos durante os oito dias que antecederam os testes, e 16 deles receberam apenas placebo. Na hora de concorrer aos prêmios — que eram reais e em dinheiro — , as pessoas com taxas mais altas do hormônio arriscavam menos que as do outro grupo.
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE
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