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Honestidade no currículo
Mentir no currículo, dentre as razões de eliminação em processos seletivos, é a principal causa, com 33%, de cortes já na primeira entrevista, segundo o Índice de Confiança, relatório de mercado gerado pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado. A estratégia, aparentemente inofensiva, prejudica o desempenho das empresas e chama a atenção dos recrutadores. As empresas já têm dedicado mais cautela na seleção e realizado estratégias para garantir mais clareza em identificar quem ainda quer enganar para conseguir um emprego.
Escolaridade, experiências de trabalho, aumento de habilidades técnicas e fluência em idiomas são alguns retoques ou exageros mais presentes em currículos, segundo os dados da Robert Half. Além disso, os dados da pesquisa mostram que três em cada quatro dos 303 diretores brasileiros já excluíram candidatos após perceberem dados falsos, omitidos ou aumentados. Essa perspectiva mostra que as empresas estão e devem investir no treinamento de seus recrutadores.
Ana Carolina Torres, analista de desenvolvimento humano, afirma que não só a mentira, mas a omissão de datas esconde falhas graves do candidato, merecendo maior checagem. “Mentir no currículo é um reflexo da insegurança e do receio de não ser aceito. Por vezes, o candidato não completa nem o período de experiência em determinada empresa, a cita no seu currículo, mas esconde o tempo trabalhado para não comprometer a avaliação do empregador sobre ele e acabar, quando descoberto, trazendo uma imagem de falta de comprometimento e instabilidade”, comenta ela.
Uma dica dela é, na entrevista, explorar, em ordem cronológica, os períodos “em branco” na vida profissional do candidato, além de pesquisar sobre as empresas listadas. A analista aconselha aos candidatos que, no currículo, seja colocado apenas as experiências comprovadas em carteira e, caso avaliado que alguma experiência avulsa venha a agregar à imagem e à competência profissional, citá-la apenas durante a entrevista, quando terá oportunidade de explicar.
O recrutador César Barreira reforça que detalhes profissionais são importantes para garantir clareza no processo seletivo. “Os recrutadores devem ficar atentos às ausências de informações, tais como data de entrada e saída de cada empresa, intervalos entre uma empresa e outra, formação escolar, descrição das atividades realizadas, além de fazer o comparativo com a carteira de trabalho do candidato, certificado de cursos, certificado de graduação”, orienta.
Quanto mais honestidade, maior será a possibilidade garantir o sucesso dos candidatos e das empresas.
PARA OS RECRUTADORES
Cuidado com a omissão de datas (isso vale uma checagem);
Pesquise as empresas listadas pelos candidatos;
Compare os dados com a experiência registrada na Carteira de Trabalho.
PARA OS CANDIDATOS
Deixe as datas de empregos claras;
Coloque no currículo apenas as experiências comprovadas na Carteira de Trabalho;
Deixe para falar na entrevista as experiências avulsas.
Fonte: O Povo
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