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A última vez que a coordenadora de operações Melyssa Diniz, de 25 anos, teve dinheiro físico em sua carteira foi em 2019, após receber em cédulas uma quantia de presente de Natal. A última ida a um banco foi em 2017, diante da necessidade de fechar uma conta bancária.

Hoje, ela só utiliza como meio de pagamento cartões de crédito e débito (de preferência, cadastrados em carteiras digitais) e o Pix. Esse padrão de consumo tem crescido entre os brasileiros.

De acordo com dados do Banco Central, o Pix ultrapassou os demais meios de pagamento em número de operações no quarto trimestre do ano passado. Atrás dele, estão os cartões de débito e crédito.

O saque é o quarto menor meio de pagamento utilizado, atrás apenas das transferências interbancárias, DOC e TED, que perderam força após o surgimento do Pix.

A adesão ao Pix é maior entre os mais jovens. Dados do Banco Central apontam que 64% das transações são realizadas por usuários entre 20 e 39 anos.

Em nota, o BC afirmou que faz parte da agenda estratégica de intensificar o uso dos meios de pagamentos digitais por parte da população.

Carteira vazia

Melyssa conta que a preferência por movimentar seu dinheiro digitalmente veio muito antes do Pix. Em 2017 ela dava aulas particulares e tinha uma conta bancária em todos os principais bancos para conseguir receber transferências sem taxas e evitar ter em mãos dinheiro físico.

Para ela, o pagamento digital possibilita uma maior praticidade e ainda ajuda no controle financeiro, já que todas as transações ficam notificadas nos aplicativos bancários. Ela também evitou utilizar cédulas devido à pandemia, por medo de contrair o vírus por meio do papel.

“A maior vantagem para mim é a organização financeira. Eu consigo me organizar melhor no fim do mês, chegar no fim do mês e ver exatamente como o meu salário foi gasto, ao contrário do dinheiro que se eu não tivesse andando com caderninho eu não iria lembrar que eu gastei aqueles R$ 3,50 com ônibus”, defende.

Fonte: Diário do Nordeste

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