Mundo
Há mais de 100 projetos de vacina contra Covid-19 registrados no mundo
Mais de 100 projetos de vacina contra a Covid-19, incluindo alguns em fase de testes clínicos, estão registrados no mundo – anunciou a London School of Hygiene & Tropical Medicine.
Esta prestigiosa faculdade de Medicina britânica cita 119 projetos diferentes de vacinas contra a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, 110 delas em fase de desenvolvimento “pré-clínica”.
Oito projetos alcançaram a etapa de testes clínicos de fase I em seres humanos. Entre eles, um projeto chinês, liderado pela empresa CanSino, que tem cotação na Bolsa de Hong Kong, está em uma fase ainda mais avançada, com testes clínicos de fase I e de fase II.
O objetivo principal dos testes de fase I é comprovar a segurança e, em menor medida, a eficácia de um produto médico. Os testes de fase II e depois de fase III, realizados em maior escala, têm como objetivo avaliar a eficácia, antes que as autoridades de saúde aprovem a eventual comercialização.
Três projetos chineses estão em fase I de testes: um coordenado pelo grupo farmacêutico Sinovac, e dois conduzidos pelo Instituto Médico de Shenzhen, segundo as informações compiladas pela London School of Hygiene & Tropical Medicine.
Também há um projeto britânico dirigido pela Universidade de Oxford, e outro alemão conduzido pelo laboratório BioNTech, ambos em fase I.
Os Estados Unidos registram dois projetos de vacinas que estão em fase I de testes: um liderado pela empresa de biotecnologia Moderna, em associação com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), e outro pela empresa de biotecnologia Inovio Pharmaceuticals.
O desenvolvimento de vacinas eficientes e seguras é um ponto crucial da batalha contra a pandemia de Covid-19, que matou mais de 200.000 pessoas em todo mundo e infectou mais de três milhões de pessoas.
Diante da falta de remédios comprovados contra as formas graves da doença, apenas as vacinas administradas em grande escala permitiriam uma proteção contra a doença e interromper a transmissão do vírus.
Um problema importante é a relativa lentidão para desenvolver as vacinas, produzi-las em larga escala e organizar grandes campanhas de vacinação.
Um prazo mínimo de 12 a 18 meses foi antecipado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por grandes laboratórios farmacêuticos.
Alguns especialistas, como a britânica Sarah Gilbert, professora da Universidade de Oxford e comprometida com sua empresa de biotecnologia Vaccitech em testes, ou também Frédéric Tangy, do Instituto Pasteur (que trabalha em três projetos de vacinas diferentes), consideram possível ter uma vacina no fim de 2020.
Fonte: O Povo
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