Brasília. O governo federal anunciou, ontem, a liberação de R$ 1,2 bilhões ao longo dos próximos quatro anos para o combate ao mosquito Aedes aegypti e para pesquisas e fomento à produção de meios de combate ao vírus da zika e às outras doenças transmitidas pelo vetor, como a chikungunya e a dengue.

Em evento no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff afirmou que, mesmo diante de um cenário de ajuste fiscal e crise econômica, o governo irá garantir os recursos para que haja avanço nas pesquisas e nas ações de extermínio do mosquito. “Queremos aprimorar os testes para tornar mais rápido o diagnóstico e as medidas de atenção às pessoas contaminadas”, disse Dilma.

No total, os ministérios da Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia liberarão R$ 650 milhões. O restante será complementado por recursos do BNDES (R$350 milhões) e do Finep (R$ 200 milhões).

Segundo o ministro Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), serão destinados R$ 304 milhões neste ano, R$ 162 milhões em 2017, R$ 136 milhões em 2018, e R$ 45 milhões para os anos seguintes. Os investimentos fazem parte do Eixo de Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa. “Estamos todos nós correndo contra o tempo para conhecer melhor esse vírus que se espalhou com uma velocidade verdadeiramente surpreendente, extraordinária e espantosa pelo mundo”, afirmou Dilma.

O cronograma de liberação dos recursos, porém, ainda não foi divulgado pelo governo. Segundo a presidente, a verba irá custear a produção de vacinas, testes de diagnóstico mais rápidos e estratégias mais eficazes de combate ao mosquito.

Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE