Brasil
Geólogos descobrem túnel de animais extintos na região amazônica
[caption id="attachment_20948" align="alignnone" width="640"]
Pesquisadores descobrem primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica Serviço Geológico Brasileiro[/caption]
A primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica, extintas há milhares de anos na América do Sul, foi descoberta no último mês por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil. A caverna já era conhecida por moradores da região de Ponta do Abunã, em Rondônia, mas não havia sido classificada de paleotoca, ou seja, cavada por animais extintos.

Pesquisadores descobrem primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica Serviço Geológico Brasileiro
A primeira toca de preguiças gigantes da região amazônica, extintas há milhares de anos na América do Sul, foi descoberta no último mês por pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil. A caverna já era conhecida por moradores da região de Ponta do Abunã, em Rondônia, mas não havia sido classificada de paleotoca, ou seja, cavada por animais extintos.
De acordo com o geólogo Amilcar Adamy, responsável pela descoberta, a paleotoca existe há pelo menos 10 mil anos e tem no mínimo 100 metros de extensão. A toca tem marcas de garra que indicam que foi escavada por espécies de grande porte. “Não temos na fauna atual da região nenhum animal capaz desse tipo de escavação”, explica.
A primeira visita dos geólogos ao local foi em 2010. Segundo Adamy, desde o primeiro momento a estrutura da toca despertou o interesse dos pesquisadores pelo formato circular e semicircular de grandes dimensões, pelos numerosos túneis interligados e por conter uma extensão indefinida, mas faltavam informações para classificar a caverna. “É possível ficar em pé lá dentro e circular livremente, somente em algumas partes é preciso se abaixar para passar”, destaca.
Após contato com pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Universidade Estadual Paulista, responsáveis pelas descobertas de dezenas de paleotocas nas regiões Sul e Sudeste, a equipe técnica do Serviço Geológico voltou a campo em meados de julho para analisar o local. “Com esse subsídio, pudemos fazer a constatação de que a caverna não era resultante de processos naturais ou da ação do homem”, disse Adamy.
Serão feitos estudos complementares na região para buscar novas tocas, além de detalhar a paleotoca descoberta e determinar sua extensão total. Também serão feitas escavações de pequeno porte em busca de evidencias fósseis dos antigos moradores do local.
A pesquisa na região faz parte do Projeto Geodiversidade de Rondônia, que busca identificar sítios geoturísticos que podem contribuir com o desenvolvimento econômico do estado ao favorecer o turismo em bases sustentáveis. Segundo Adamy, ainda não há previsão de data para a abertura da caverna à visitação.
Fonte: AGENCIA BRASIL
-
Brasil3 dias atrásMarco Nanini pede desculpas após polêmica com retirada de intérprete de Libras durante peça
-
Brasil3 dias atrásAnvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer de pulmão avançado
-
Esportes3 dias atrásMorre aos 67 anos Jorge Veras, ex-atacante que marcou história no Ferroviário e no Grêmio
-
Mundo3 dias atrásPapa Leão XIV não precisará de tratamento adicional contra câncer de pulmão
-
Ceará3 dias atrásFuncionários da Amazon no Ceará denunciam salários abaixo do mínimo e relatam humilhações
-
Brasil3 dias atrásPrazo para comícios e propaganda eleitoral paga na internet termina nesta quinta-feira
-
Ceará2 dias atrásZenir recusou propostas de compra de Magazine Luiza e Casas Bahia, afirma direção
-
Brasil2 dias atrásFelca se pronuncia após críticas por vídeo sobre fobia social e bullying
