Capacitar os alunos do Curso de Formação para a Carreira de Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CFPCO-BMCE) para executar o atendimento, gerenciamento e controle em resposta a situações de emergências, envolvendo acidentes com produtos químicos, foi o intuito da atividade prática desenvolvida nesta quarta-feira (20), no pátio da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP/CE).

A atividade finalizou as 54 horas/aulas propostas pela disciplina de Intervenção e Emergências com Produtos Perigosos, habilitando os futuros bombeiros militares para agirem de forma segura em ocorrências com elementos químicos.

Na ocasião, foi montado um sistema de comando de incidentes, onde os alunos divididos em equipes realizaram o atendimento a um acidente, envolvendo um veículo que transportava Amônia Nítrica, um produto químico capaz de provocar sérias lesões ao entrar em contato com a pele. Uma viatura de salvamento, uma ambulância e um auto bomba tanque (ABT) do Corpo de Bombeiros, simularam a identificação do produto e prestaram socorro ao paciente contaminado. Em seguida, outro grupo devidamente equipado com materiais de proteção, máscaras autônomas e roupas de proteção iniciaram o procedimento de isolamento da área, prestaram socorro a vítima, contiveram o vazamento e retiraram o produto perigoso do local.

O instrutor da disciplina, major BM Francisco Cláudio de Oliveira, destacou que além do conhecimento das técnicas, a simulação possibilitou aos oficias em formação solucionar esse tipo de caso de forma rápida e eficiente. “Esse treino irá contribuir bastante para o aprendizado deles. Em toda simulação ocorre erros, nós vamos trabalhar essas possíveis falhas para quando os oficiais se depararem com um caso verídico não ocorra maiores danos”, esclarece. Ele ainda aponta que a importância de um planejamento das etapas é fundamental para o sucesso da ação. “Através de simulações como essa é que criamos parâmetros para agir em uma ocorrência real. Nós trabalhamos com prioridades, a primeira é estabilizar a vítima, em seguida o meio ambiente, e em terceiro o patrimônio”, conclui.

A disciplina segue a matriz curricular da Secretaria Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (SENASP/MJ) e abordou os tipos de agentes perigosos; as causas da exposição a substâncias químicas; ocorrências com produtos perigosos; reconhecimento dos riscos; identificação dos produtos; fases de atendimento as emergências com produtos perigosos; procedimentos utilizados para o atendimento de emergência e descontaminação.

Para o aluno Gerdean Alves, o trabalho em conjunto realizado pelos órgãos de Segurança Pública contribui para o sucesso da operação. “Tivemos a oportunidade de vivenciar na prática como a instituição Corpo de Bombeiros, juntamente com os outros órgãos, podem solucionar um problema de tamanha proporção envolvendo produtos perigosos. Essa integração permite que seja feito um atendimento completo, minimizando os danos às pessoas e ao meio ambiente”, finaliza.

Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP/CE)