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Um levantamento realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a cobertura vacinal contra covid-19 no Brasil entre a população adulta está estagnada. Os dados, divulgados nesta 5ª feira (19.mai), também mostram uma desaceleração nas aplicações da terceira dose nos grupos mais jovens, enquanto nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%.

“É importante reconhecer que a ampliação da vacinação, priorizando especialmente regiões com baixa cobertura e doses de reforço em grupos populacionais mais vulneráveis, pode reduzir ainda mais os impactos da pandemia sobre a mortalidade e as internações”, dizem os pesquisadores.

Segundo eles, apesar de 14 unidades federativas apresentarem mais de 80% da população vacinada com a primeira dose e 18% apresentarem mais de 70% com a segunda dose, a imunização não deve ser estagnada. A recomendação tem como base principalmente a suspensão das medidas sanitárias, como o uso de máscara e o distanciamento social, que podem auxiliar na disseminação da doença.

“O cenário atual ainda é motivo de preocupação. A ocorrência de internações tem sido consistentemente maior entre idosos, quando comparados aos adultos. Além disso, o surgimento de novas variantes, que podem escapar da imunidade produzida pelas vacinas existentes, constitui uma preocupação permanente”, explicam.

A análise aponta cobertura de 63,9% na faixa etária de 55 a 59 anos, 57,9% na de 50 a 54 anos, 52,8% de 45 a 49 anos. O percentual diminui gradualmente: a partir de 40 a 44 anos é de 49,8%, de 35 a 39 anos é de 44,7%, de 30 a 34 anos é de 40,3%, de 25 a 29 anos é de 35,5%, de 20 a 24 anos é de 30,4% e de 18 a 19 anos é de 25,2%.

Em relação à terceira dose, nas faixas etárias acima de 65 anos, a cobertura está acima de 80%. A quarta dose dos imunizantes foi aplicada em 17% da população com mais de 80 anos. Nas crianças entre 5 e 11 anos, 60% tomaram a primeira dose e 32% estão com esquema vacinal completo.

Fonte: SBT Jornalismo

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