O futuro ministro da Justiça Flávio Dino anunciou ontem que o secretário de Transparência do Espírito Santo e policial rodoviário Edmar Camata será o próximo diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que se tornou um cadinho de crises no atual governo. Ele substituirá Silvinei Vasques, exonerado na manhã de ontem e réu num processo por improbidade, acusado de usar o cargo em benefício de Jair Bolsonaro. Silvinei pediu votos em redes sociais para a reeleição do presidente, há suspeita de que a PRF tentou dificultar o acesso de eleitores de Lula a locais de votação e de que foi leniente com bloqueios golpistas em estradas.

Edmar Camata, além de policial rodoviário, e formando em Direito é mestre em Políticas Anticorrupção. Esse perfil, conta Malu Gaspar, provocou críticas de dirigentes petistas e advogados, já que Camata se manifestou constantemente em favor da operação Lava-Jato.

Outra escolha de impacto foi a do delegado federal Ricardo Saadi para comandar a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) da Polícia Federal, que tem, entre outras atribuições, investigar políticos com foro privilegiado. Saadi foi superintendente da PF no Rio até agosto de 2019, quando foi exonerado por Bolsonaro, em meio a suspeitas de interferência do Planalto em investigações sobre parentes e aliados do presidente.

By Luís Sucupira

Jornalista - MTE3951/CE