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Economia

Data centers no Pecém podem impulsionar negócios internacionais e atrair investimentos para o Ceará

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A expansão dos data centers no Complexo Industrial e Portuário do Pecém pode ampliar a participação do Ceará no mercado internacional, impulsionando negócios ligados à tecnologia, energia, logística e comércio exterior. Os empreendimentos têm potencial para atrair capital estrangeiro, movimentar importações e fortalecer a infraestrutura econômica do Estado. Um dos projetos anunciados prevê investimentos de R$ 181,7 bilhões.

Segundo o especialista em comércio internacional Augusto Fernandes, os impactos econômicos vão além da instalação dos centros de processamento de dados. A cadeia produtiva envolve aquisição de equipamentos, contratação de serviços especializados, infraestrutura energética e operações logísticas. O Ceará reúne condições estratégicas para esse desenvolvimento, com destaque para o Porto do Pecém, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a oferta de energias renováveis e os cabos submarinos de conexão internacional.

Outro fator que pode favorecer os empreendimentos é o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), sancionado pelo Governo Federal em setembro de 2026. O programa estabelece incentivos tributários para o setor, condicionados a compromissos relacionados à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e à sustentabilidade. A medida pode contribuir para ampliar a competitividade dos projetos instalados no território cearense.

Os data centers instalados na ZPE também poderão atuar na exportação de serviços digitais. Nesse modelo, informações de usuários de outros países são processadas em território cearense e os serviços são comercializados internacionalmente, gerando receitas para o Estado. Por outro lado, a implantação das estruturas exige a importação de equipamentos de alta tecnologia, como servidores, processadores utilizados em inteligência artificial, sistemas de armazenamento, roteadores, geradores e equipamentos de refrigeração, principalmente de fornecedores asiáticos.

Os equipamentos representam a maior parcela dos investimentos previstos para os empreendimentos, ultrapassando R$ 100 bilhões, enquanto as obras de construção devem consumir entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. A combinação entre infraestrutura portuária, incentivos fiscais, energia renovável e conectividade internacional pode ampliar as oportunidades para empresas locais e estrangeiras. Com isso, os projetos no Pecém têm potencial para fortalecer a presença do Ceará nas cadeias globais de tecnologia e serviços digitais. (Foto: Reprodução DN)

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