A polícia dinamarquesa excluiu a tese de motivação terrorista no ataque desse domingo (3) em um centro comercial de Copenhague. O jovem suspeito da autoria do ataque já estava já identificado pelos serviços de saúde por registrar antecedentes psiquiátricos. O tiroteio deixou três mortos, além de feridos graves.

Identificado como dinamarquês, o suspeito tem 22 anos. Ele não tinha licença para portar as armas usadas no ataque. As autoridades acreditam que tenha disparado aleatoriamente.

“A nossa avaliação é que essas são vítimas aleatórias”, afirmou Soren Thomassen, inspetor-chefe da polícia de Copenhague. “Era conhecido dos serviços de saúde mental por ter antecedentes de doença de foro psiquiátrico”,acrescentou Thomassen em entrevista.

Testemunhas contam que mais de 100 pessoas correram para as portas de saída do centro comercial, enquanto outras tentavam refugiar-se dentro de um restaurante e em lojas após os primeiros tiros terem sido ouvidos. Os funcionários do recinto colocaram barricadas nas portas e assim permaneceram por cerca de 45 minutos.

O suspeito foi detido às 17h48 (hora local), enquanto carregava a arma, disseram os investigadores. Foi lançada uma operação de busca em toda a região local da Zelândia no início da noite de ontem, para descartar a possibilidade da existência de cúmplices.

“Vou esperar para comentar sobre o motivo, vingança ou não”, disse o inspetor Thomassen, que também observou: “Não há indicação de que o suspeito tenha trabalhado com outras pessoas”.

O suspeito deve comparecer ao tribunal para uma audiência preliminar nas 24 horas após o ataque e será formalmente acusado de homicídio, informou a polícia.

Hoje, a polícia confirmou o número de vítimas: três pessoas mortas – um dinamarquês de 17 anos, uma dinamarquesa de 17 e um homem de 47 anos com cidadania russa que residia no país.

Mais quatro pessoas baleadas foram identificadas como duas cidadãs dinamarquesas, uma mulher de 40 anos e uma de 19, e dois cidadãos suecos, um homem de 50 anos e uma menina de 16 anos. Estão todos em estado grave.

Fonte: Agência Brasil

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