(Foto: Reprodução)

A União Nacional dos Estudantes (UNE) organiza uma semana de mobilização contra a cobrança de mensalidades nas universidades públicas federais e vai encerrar o movimento com atos em diversas capitais no dia 9 de junho.

Nesta semana, o tema estava previsto para ser analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, mas foi tirado de pauta após pressão popular e da oposição.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/19 prevê gratuidade do ensino superior público limitada a estudantes comprovadamente carentes. A definição de quem se encaixa no perfil ficaria a cargo das próprias universidades.

Isis Mustafa, secretária-geral da UNE, afirma que estão previstas assembleias, comitês e debates ao longo de toda a semana, até a data do ato nacional. Nas palavra dela, a mobilização é uma “resposta necessária” ao desmonte que o governo promove na educação.

“Nós vamos para a rua contra a cobrança de mensalidade. Na maioria das capitais do país vamos ter bloco na rua, ato, manifestação, a partir das entidades estudantes, mas junto também dos professores e servidores que estão nessa luta.”

A militante ressalta que a mobilização tem papel fundamental para tentar frear o avanço da proposta de cobrança de mensalidades nas universidades públicas.

“Eles estão numa toada contra a educação pública. É a rua, é a mobilização que pode impedir. Vale lembrar que, no primeiro ano do governo Bolsonaro, os primeiros a ocupar as ruas e a denunciar que esse governo é o principal inimigo da educação foram os estudantes. Foram as grandes manifestações, que ficaram conhecidas como tsunami da educação. Nossa perspectiva é fazer um novo tsunami da educação.”

Fonte: Brasil de Fato

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