Na última quinta-feira (3), a Lyft, uma startup de transporte particular de passageiros sediada nos Estados Unidos, anunciou uma coalizão com a GrabTaxi, a Ola e a Didi Kuaidi, três das maiores companhias de táxis alternativos da Ásia. Sob essa parceria, as empresas podem operar nos países originais das outras, forjando novos caminhos para cada uma nos mercados em que ainda não se estabeleceram.

“Esta é a estratégia correta de expansão internacional para nós, nossos usuários e os investidores”, disse John Zimmer, presidente e cofundador da Lyft, sediada em San Francisco e que opera totalmente nos EUA.

A aliança visa a Uber, maior dessas empresas no mundo, que atua em 67 países e tornou-se sinônimo do negócio de oferecer transporte pessoal solicitado por meio do smartphone.

A Uber, que já levantou mais de US$ 7 bilhões (R$ 26 bilhões), também está perto de completar uma nova rodada de US$ 2 bilhões (R$ 7,5 bilhões) em financiamento, o que situa seu valor em US$ 62,5 bilhões (R$ 234 bilhões). O “The New York Times” relatou os planos de financiamento em outubro.

Muitas concorrentes da Uber são muito menores e atuam em apenas um ou dois mercados. A Lyft, que atualmente tenta obter US$ 500 milhões (R$ 1,8 bilhão) em fundos com uma avaliação de US$ 4 bilhões (R$ 15 bilhões), opera em mais de 60 cidades dos EUA, por exemplo.

Ao unir-se, as empresas pretendem ganhar escala e maior adoção do serviço em períodos de tempo relativamente curtos. As parcerias saem mais baratas do que o capital necessário para estabelecer operações em diversos mercados. As empresas não quiseram revelar detalhes financeiros de sua parceria.

A aliança veio se formando nos últimos meses. Em setembro, a Lyft uniu-se à Didi, gigante chinesa do setor, para atender aos usuários chineses do app da Didi Kuaidi que entram nos EUA. A medida também permite que os usuários da Lyft encontrem táxis na China usando o app da Lyft – os pedidos são atendidos por motoristas da Didi Kuaidi.

A Ola é uma empresa de táxis alternativos da Índia, e a GrabTaxi opera em Singapura, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia. Sob a parceria, os usuários da Lyft que viajarem à Índia poderão usar seu aplicativo para fazer percursos fornecidos pela Ola. Nos países do Sudeste Asiático, a Lyft terá um acordo semelhante com a GrabTaxi.

“A parceria com a Lyft, a GrabTaxi e a Ola permite que usuários chineses tenham uma facilidade sem precedentes em viagens internacionais e ajuda cada um de nós a melhorar nossos serviços, alavancando nossa tecnologia e perícia coletivas”, disse em um comunicado Cheng Wei, executivo-chefe da Didi Kuaidi. “É uma vitória da diversidade e da vitalidade do setor global de táxis alternativos.”

Anthony Tan, executivo-chefe da GrabTaxi, faz eco desse sentimento. “Admiramos as três companhias e temos objetivos semelhantes para melhorar a vida de motoristas e passageiros”, disse ele em um comunicado.

O modelo de parceria talvez não se torne prática padrão para a Lyft. Em uma entrevista, Zimmer disse que o anúncio não indica uma estratégia igual para todos.

“Estas são específicas de cada geografia”, disse ele. “Vocês devem esperar que tenhamos estratégias diferentes para diferentes partes do mundo.”

A Lyft não revelou qualquer estratégia para entrar na Europa, mercado em que a Uber disputa com alguns reguladores locais e operadoras como BlaBlaCar, que levantou US$ 200 milhões (R$ 750 milhões) em setembro.

Fonte: Uol Tecnologia