(Foto: Reprodução)

Um dos diversos impactos da pandemia em Fortaleza foi a sobrecarga do sistema funerário. O cenário levou ao limite o principal equipamento público da cidade: o Cemitério Parque Bom Jardim, que terá corpos exumados para possibilitar a abertura de novas vagas.

A Prefeitura de Fortaleza abriu licitação para receber propostas de empresas que executem os serviços de remoção, acondicionamento e traslado dos corpos e restos mortais. As informações estão publicadas no Portal de Compras do Município.

Esse é um procedimento comum a qualquer cemitério, realizado periodicamente para abertura de novas vagas. A exumação é permitida por lei após mais de 5 anos do enterro, segundo o edital. Os corpos e restos mortais serão transferidos, em urnas, das sepulturas para os ossuários do cemitério. Os jazigos que apresentarem danos estruturais serão recuperados.

Fortaleza tem, hoje, 5 cemitérios públicos, para sepultamentos gratuitos, voltados à população de baixa renda: Cemitérios São Vicente de Paula, no Mucuripe; Santo Antônio, no Antônio Bezerra; São José, na Parangaba; de Messejana e do Bom Jardim, em bairros homônimos.

De acordo com o Município, eles “recebem todos os meses uma grande demanda, principalmente o do Bom Jardim, por ter o maior número de vagas”.

De acordo com o edital, o Cemitério Parque Bom Jardim tem cerca de 250 vagas para adultos, 894 para crianças ou membros corporais e outras 250 de tamanho “extra grande”. O equipamento realiza, em média, 15 enterros por dia.

Fonte: Diário do Nordeste

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