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Das 8 macrorregiões que compõem o território cearense, 7 – que englobam 158 cidades, incluindo a Capital – já superaram a média pluviométrica anual. Apenas a Ibiapaba ainda não atingiu o volume de chuvas esperado para todo o ano – faltam 4%. Ainda assim, este cenário estadual se mostra relevante.

Na última década, apenas o ano de 2020 teve precipitações superior à normal climatológica em todas as macrorregiões. Em todos os outros anos, pelo menos duas regiões ficaram com índices abaixo da média. Ou seja, 2022 figura com a segunda melhor distribuição pluviométrica dos últimos dez anos.

O Litoral de Fortaleza desponta com o maior volume absoluto observado e, também, com o maior desvio positivo quando comparado à média histórica dos últimos 30 anos. Até agora, início de agosto, a macrorregião já registra o acumulado a 1.565,7 milímetros, o que representa 44,5% acima da normal climatológica, que é de 1.083,8 mm.

Em seguida, está a macrorregião do Maciço de Baturité, com 1.328,1 mm, ou seja, 39,8% acima dos 950.1 milímetros referentes à média histórica. Fecha a lista das três melhores macrorregiões, o Litoral de Pecém, que choveu 24,8% acima dos 864,6 milímetros de média. Os dados são da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

BENEFÍCIOS

Na prática, qual a importância desta boa distribuição pluviométrica? O titular da Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) do Estado, Francisco Teixeira, destaca como principal ponto a segurança no abastecimento hídrico que fora conquistada. Conforme exemplifica o especialista, mestre em Recursos Hídricos, um dos melhore cenários é o da macrorregião de Fortaleza.

“Todos os açudes que abastecem o sistema metropolitano tiveram máxima recarga. A maioria deles, inclusive, verteu (sangrou). Nós temos segurança de abastecimento por, pelo menos, dois anos, sem que seja preciso trazer água do açude Castanhão”, pontua.

O titular da SRH cita ainda que as regiões Norte, Litorânea e Serra – como o Maciço de Baturité – também tiveram importantes aportes, trazendo boa recarga aos açudes e benefício direto à agricultura e pecuária. “Das 12 bacias hidrográficas, podemos afirmar que oito estão em situação confortável”, acrescenta Teixeira.

Fonte: Diário do Nordeste