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China quer fazer chover artificialmente sobre uma área do tamanho do Alasca
A China é um país de exageros. Além de possuir uma extensão territorial imensa, perdendo no mundo apenas para a Rússia e o Canadá, é lá onde se encontra a maior população do planeta – 1,396 bilhão de pessoas vivem lá. E as coisas não param por aí: os projetos chineses de engenharia também são, geralmente, gigantescos, incluindo barragens monstruosas e outras maravilhas arquitetônicas.
É por isso que não era possível esperar algo menor quando um certo projeto para fazer chover artificialmente foi detalhado (na medida do possível) por uma matéria do South China Morning Post. Chamado Tianhe em chinês, o que significa algo como “rio no céu”, o sistema que vem sendo desenvolvido pelo governo chinês tem como objetivo fazer chover mais no planalto do Tibete, região que sofre muito com as mudanças climáticas e é de grande importância econômica para o país.

Nuvens de chuva artificial causadas pelo iodeto de prata
Tecnologia Militar
O que se sabe sobre o grandioso projeto é que ele nasceu entre os militares chineses e é derivado do programa de modificação de clima das Forças Armadas da China. Isso mesmo: trata-se de uma ideia onde seria possível causar danos em países inimigos gerando catástrofes naturais – no caso, artificiais –, como tempestades e outras tormentas meteorológicas. Quem está por trás do Tianhe é a Corporação Aeroespacial de Ciência e Tecnologia da China, uma empresa estatal de defesa que também é responsável pelo programa espacial chinês.
Para fazer o projeto funcionar, uma grande rede de câmaras de combustão vai ser instalada nas montanhas do Tibete. Elas vão “semear” nuvens com partículas de iodeto de prata e o resultado vai ser o aumento das chuvas ao longo de uma região que se estende por 1,6 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente ao Alasca ou cerca de três vezes o tamanho da Espanha. Autoridades chinesas estimam que 10 bilhões de metros cúbicos adicionais de chuvas serão produzidos a cada ano, representando aproximadamente 7% do consumo total de água da China.

O Tibete é a fonte dos principais rios da China
Água para os rios chineses
A grande importância das montanhas tibetanas é que é lá que se encontram os nascedouros dos principais rios que atravessam a China e essa chuva toda faria com que o volume das águas aumentasse e eles irrigassem melhor as terras no entorno, tendo um reflexo imediato e muito positivo na economia do país.
Porém, é claro que existem perigos nesse projeto, como o impacto que essas mudanças climáticas artificiais podem causar na natureza local. Meteorologistas e outros especialistas da área indicam que a geração de chuva artificialmente é muito complicada e pode ter consequências ruins. No fim das contas, o projeto ambicioso chinês pode nem dar certo ou mesmo acabar piorando a situação. Apenas estudos mais profundos e detalhados vão dizer o que pode acontecer caso o sistema seja realmente criado.
Fonte: Tecmundo
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