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Alvos foram flagrados por imagens de satélite em região deserta do noroeste do país asiático.

Um alvo com a forma e as dimensões de um porta-aviões dos EUA foi construído pela China, no deserto de Taklamakan, como estratégia militar para treinar o lançamento de mísseis balísticos. A informação foi revelada pelo Instituto Naval Independente dos Estados Unidos (USNI) a partir da análise de imagens de satélites capturadas pela Maxar, empresa de tecnologia espacial.

Segundo a associação militar sem fins lucrativos, as imagens são da região Xinjiang, no noroeste do território chinês, e representam um porta-aviões “classe Ford”, o maior modelo à disposição das forças armadas norte-americanas, capaz de abrigar mais de 70 aeronaves de guerra.

O USNI ainda conseguiu identificar pelas imagens do complexo militar chinês as formas de outros dois modelos de navios de guerra, os da classe “Arleigh Burke”, que são menores e geralmente usados como escolta ao porta-aviões.

Ambos os formatos de navios no solo do complexo militar estão em uma localidade frequentemente usada pela China para realizar testes com mísseis balísticos, informou o USNI.

É nessa região que o exército chinês usa para treinar o Dong-Feng 21, um míssil balístico de médio alcance desenvolvido pelo país asiático, sendo o primeiro do mundo capaz de atingir porta-aviões.

No caso dos alvos de porta-aviões, a USNI informou que a China o construiu usando apenas o formato e dimensão, diferentemente de outros navios, que ainda estavam simulados com postes verticais representando refletores de radar.

“Esta nova descoberta mostra que a China continua se concentrando em capacidades anti-porta-aviões, com ênfase nos navios de guerra da Marinha dos EUA. Ao contrário do alvo em forma de porta-aviões da Marinha iraniana no Golfo Pérsico, a nova instalação mostra sinais de um sofisticado alcance de alvos instrumentado”, diz o relatório da USNI.

De acordo com o Pentágono, os militares dos Estados Unidos estavam cientes dos alvos. O Departamento de Defesa classificou a estratégia chinesa como “intimidação”, sobretudo, por reivindicar o controle do Mar da China Meridional. A hidrovia é alvo de disputa com países ocidentais, que apoiam a região marítima como autônoma e livre.

“O que nos preocupa é a crescente intimidação e comportamento coercitivo dos militares chineses, além das táticas opressivas com ferramentas econômicas ao redor do mundo para submeter outras nações às suas vontades”, comentou na segunda-feira (8) o secretário de imprensa do Pentágono John Kirby, em coletiva de imprensa.

Fonte: UOL