Cerca de 700 pessoas participam de protesto em Juazeiro do Norte

(Foto:Reprodução)

Manifestantes pediram o impeachment da presidente Dilma e punição para envolvidos na operação Lava Jato

 

Juazeiro do Norte. Cerca de 700 pessoas, segundo a Polícia Militar, protestaram hoje no município em defesa da Petrobras e pelo fim da corrupção no país. Entoando palavras de ordem, e de forma pacifica, os manifestantes pediam, ainda, o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a punição para petistas envolvidos nas investigações da operação Lava Jato. As manifestações aconteceram na Praça do Giradouro, ponto estratégico para quem chega ao município de Juazeiro do Norte ou se desloca para o vizinho município de Crato.

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Durante o protesto, que teve início por volta das 16h, motoristas que transitavam pelo local também aderiram a manifestação. Muitos pediam para que adesivos com dizeres que conclamavam a saída da presidente Dilma fossem clocados nos para-brisas dos automóveis. Diversos caminhoneiros que passaram pelo local aderiram ao movimento contra o governo realizando um buzinaço.

A manifestação levou às ruas homens e mulheres de diversas faixas etárias e classes sociais. A aposentada Maria de Jesus de Sousa, 73 anos, participou do movimento queixando-se do valor irrisório da aposentadoria e da quantidade de políticos envolvidos em esquemas de corrupção. “Eu recebo pouco mais de dois salários mínimos de aposentadoria. Mal da pra continuar vivendo. Enquanto isso, em Brasília, tem político roubando do bolso da gente. Essa situação vergonhosa precisa acabar”, disse a idosa.

A estudante universitária Rita de Cássia Oliveira, que depende do Fies para continuar estudando, disse que as novas normas impostas pelo governo para adquirir o financiamento estudantil pode gerar uma grande evasão de alunos nas universidades particulares. “Tem colega que até agora não conseguiu, sequer, acesso a página no programa na internet. O risco de muita gente perder a condição de continuar estudando é muito grande”, avaliou.

Para o motorista João Carlos de Oliveira Lins, a presidente Dilma perdeu o controle administrativo da nação não possuindo, na opinião dele, condições de permanecer na presidência. “Não tem mais nem cabimento isso. O país virou uma esculhambação só. Aumento da gasolina, da tarifa de energia, dos alimentos. A caristia está grande demais. O povo, se continuar assim, vai tudo morrer de fome. Não tem quem aguente mais esse governo”, avaliou o manifestante.

Um caro de som foi utilizado para que algumas lideranças do movimento, surgido a partir do chamamento feito em redes sociais, pudessem usar da palavra. A tônica dos pronunciamentos era, principalmente, pela saída da presidente Dilma e duras críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Fonte: Diário do Nordeste