Ceará
Ceará tem 3º maior número de mortes por dengue em 2015
Nos oito primeiros meses do ano, o número de mortes causadas pela dengue no país em 2015 foi de 693, e já constitui o maior índice anual desde que a doença começou a ser monitorada em detalhes, em 1990. O recorde anterior havia sido atingido em 2013, com 674 mortes.
Foram confirmados 693 óbitos por dengue, o que representa um aumento no país de 70% em comparação com o mesmo período de 2014, quando foram confirmados 407 óbitos. No Ceará, foram confirmado 60 mortes em consequência da doença.
O Ceará ultrapassou os 50 mil casos de dengue registrados em 2015, com 50.028 casos, segundo boletim de epidemiologia divulgado nesta sexta-feira (2) pela Secretaria da Saúde. Em todo o ano de 2015, foram 18 mil casos da doença; o ano com índice recorde de dengue no Ceará foi 2011, com 56 mil casos.
Os dados do relatório mostram também que a faixa etária de 20 a 29 anos predomina com 22,8%. O número de cidades com nível epidêmico da doença também subiu, de 65 para 67, desde a semana anterior. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerado epidêmico quando há mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes.
Os município com alta incidência da doença são Alcântaras, Aracoiaba, Aquiraz, Arneiroz, Barbalha, Barro, Barroquinha, Beberibe, Brejo Santo, Boa Viagem, Canindé, Capistrano, Catarina, Caucaia, Crato, Coreaú, Crateús, Eusébio, Frecheirinha, Fortaleza, Hidrolândia, Horizonte, Iguatu, Ipaumirim, Ipu, Itaitinga, Itapiúna, Jaguaribara, Jati, Jardim, Jucás, Limoeiro do Norte, Maracanaú, Maranguape, Mauriti, Meruoca, Miraíma, Milagres, Mombaça, Mucambo, Nova Russas, Novo Oriente, Ocara, Palmácia, Palhano, Paracuru, Pacoti, Pentecoste, Piquet Carneiro, Pires Ferreira, Poranga, Porteiras, Reriutaba, Russas, São Gonçalo do Amarante, São Luis do Curu, Sobral, Tabuleiro do Norte, Tamboril, Tianguá, Tauá, Trairi, Umari, Umirim, Varjota e Várzea Alegre.
Controle
Para controlar a proliferação do mosquito que transmite a dengue e a febre Chikungunya, a orientação dos especialistas é manter os quintais sempre limpos, recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados.
Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques, pratinhos de vasos de planta. Baldes, potes, quartinhas, bacias, camburões e outros recipientes que guardam a água de beber e para outros usos domésticos, assim como a caixa d’água, devem ser mantidos limpos e fechados para evitar o risco de proliferação do mosquito.
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