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Ceará

Ceará passa de 14 fabricantes de buggy para apenas uma, com 365 veículos emplacados

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O buggy, que já foi símbolo de status entre jovens nas décadas de 1980 e 1990, perdeu espaço nas ruas do Ceará e passou a ser utilizado principalmente em atividades turísticas no litoral. Em 2026, o estado registra 365 veículos emplacados, enquanto o número de fabricantes caiu de 14, nos anos 1990, para apenas uma empresa em atividade, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE).

Atualmente, a Fyber é a única fabricante de buggies em operação no estado. A empresa produz cerca de quatro veículos por mês, com preço aproximado de R$ 115 mil por unidade. O valor elevado e a mudança no perfil dos consumidores contribuíram para restringir o mercado, que antes também atendia pessoas interessadas em utilizar o veículo no cotidiano.

A redução no número de fabricantes está relacionada a mudanças na legislação, ao aumento dos custos de produção e à dificuldade de adaptação dos modelos às exigências de segurança. A descontinuação de veículos que forneciam componentes mecânicos baratos, como o Volkswagen Fusca e a Kombi, também afetou a fabricação. Além disso, automóveis com mais conforto, potência e recursos de segurança passaram a disputar o mesmo público.

Segundo o atual responsável pela marca Fyber, Hiderlandson Peixoto, a maior parte das vendas hoje atende profissionais que trabalham com passeios turísticos em destinos como Jericoacoara, Paracuru e Majorlândia. O veículo também é adquirido por entusiastas e moradores de condomínios e casas de praia. Em Paracuru, por exemplo, a frota de buggies utilizados no turismo passou de cerca de 20 para 87 veículos entre 2017 e 2018.

Apesar da redução da indústria, o buggy continua sendo uma fonte de renda para trabalhadores do turismo e mantém presença nas praias cearenses. A história do veículo no estado começou a ganhar força a partir da década de 1970, quando empresas locais passaram a produzir modelos adaptados às condições do litoral. Atualmente, a fabricação ocorre em pequena escala, enquanto o uso está concentrado em passeios turísticos, lazer e colecionismo.(Foto: Reprodução/DN )

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