A governadora do Ceará, Izolda Cela (sem partido), será secretária executiva do Ministério da Educação (MEC) e atuará como braço direto do titular da pasta, Camilo Santana (PT), repetindo a dobradinha feita no Palácio da Abolição. A decisão final foi tomada após diálogos, nesta terça-feira, 27, em Brasília, com o futuro ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Inicialmente, havia a possibilidade de que Izolda chefiasse a secretaria de Educação Básica (SEB). Ao longo das últimas semanas, houve disputa de bastidor sobre a indicação. Cela chegou a ser tida como favorita para a vaga de titular do MEC, mas houve resistência da bancada federal do PT, que insistiu em manter a vaga.

“Informo que a atual governadora do Ceará, Izolda Cela, será secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC) em nossa gestão. Trabalharemos juntos para recuperarmos o tempo perdido, sobretudo na educação básica. Com muito diálogo com estados e municípios, e a retomada dos investimentos, tenho convicção de que faremos a educação brasileira voltar a crescer”, escrevei Camilo, nas redes sociais.

Também nas redes sociais, Izolda agradeceu a indicação. “Informo que aceitei, com muita honra, o convite do ministro Camilo Santana para ser secretária-executiva do Ministério da Educação (MEC). Trabalharemos com empenho e compromisso para a melhoria da educação do Brasil. Conhecimento da realidade, prioridades e metas claras são bússola para o serviço. Agradeço ao ministro Camilo e ao presidente Lula pela confiança”, escreveu.

O senador eleito também articula o nome de outra mulher para cargo de destaque na Educação. Ele teria escolhido a secretária da Fazendo do Ceará, Fernanda Pacobahyba, para chefiar o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela execução dos programas como merenda e livros didáticos. A reportagem tentou contato coma servidora, mas não obteve retorno.

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva articula a criação de um novo MEC, com ajuda de Haddad, que foi por oito anos ministro da Educação dos governos petistas. Agora, Camilo também mantém diálogo com outros ex-integrantes do MEC em governos do PT.

Fonte: OPovo