Quatro cães militares, sendo dois da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e dois da Base Aérea de Fortaleza (BAFZ), irão representar as instituições no I Torneio de Cães de Polícia de Fortaleza, que será realizado no Parque de Exposição Agropecuária do Ceará (Expoece), no bairro Monte Castelo, amanhã (23). Mais 21 cães, de civis, também estão inscritos no evento.

O soldado Raúl Santana, lotado no Canil da PMCE, é um dos competidores do torneio, junto do cão Black, um pastor alemão de três anos. O policial militar, que se apresentará com a farda da Corporação, afirma que a competição inédita na Capital é “uma forma de testar as habilidades, o treinamento e a condição física”.

A parceria entre Santana e Black já existe há dois anos, nos treinamentos do dia a dia e em operações ostensivas, como o policiamento em estádios de futebol e presídios. Segundo ele, o cão “tem que ter obediência básica, andar junto, sentar, deitar, atender ao chamado quando for preciso e fazer a guarda e a proteção, que é a mordida em si”. “Além de ser nosso amigo, ele é um acessório a mais no trabalho”, pontua o militar.

O Canil da Polícia Militar tem cerca de 50 animais, que se dividem entre as funções de ostensividade, buscas por drogas e explosivos (faro), ‘show dog’ (cães de apresentação) e cão-terapia (utilizado no apoio a tratamentos médicos, por exemplo).

De acordo com Santana, os cães de polícia exigem ainda mais cuidado que os outros animais. “Antes de tudo, a gente tem que ver se ele está bem para treinar. Cuidamos primeiro da saúde dele. No nosso Canil, tem um veterinário de plantão. Todo dia, antes do treinamento, os cães são avaliados. A gente olha fezes, se comeu no dia anterior. Verificamos, em todo o corpo, se tem parasitas”. A alimentação é feita com suplementação e ração de boa qualidade. “São como atletas de alta performance”, conclui.

Evento

O I Torneio de Cães de Polícia de Fortaleza será realizado pela Associação de Adestradores do Ceará (AACE) e terá como árbitro Gílson Alves, conhecido nacionalmente pelo destaque como um policial “K9” – que atua junto de cão. Além dos policiais, civis que trabalham com segurança patrimonial e pessoal também irão participar da competição.

“É importante que os policiais também busquem, dentro do esporte, conhecimento. O adestramento não é por um simples prazer. É algo científico, que exige conhecimentos de psicologia, de como atuar, de como tratar bem o cão. Isso tem evoluído no Ceará”, diz o presidente da AACE, João Henrique Dummar.

Demonstração

Dois cães do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) também irão participar do evento, mas não da competição. Os animais que participaram das buscas no Edifício Andrea (que desabou em Fortaleza no dia 15 de outubro deste ano e deixou nove mortos) e na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais (onde o rompimento de barragens, no dia 25 de janeiro último, resultou em 254 mortes), irão realizar uma demonstração do seu trabalho para o público presente na Expoece.

Fonte: Diário do Nordeste

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