Fachada do BNB com faixa indicando a greve desde a noite desta quarta, 18 (Foto: J. Guedes)
Duas das cinco agências bancárias de Iguatu, Caixa Econômica e Banco do Nordeste estão em greve. A paralisação foi decidida na noite desta quarta, 18 em assembleia realizada no Sindicato dos Bancários, na Galeria Gustavo Correia.

Na fachada das duas agências já era possível perceber os sinais da grave desde a noite da quarta, 18/09. Há uma expectativa que outras agências como Banco do Brasil, Bradesco e Itaú também adiram à paralisação.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Edvar Costa, os bancários decidiram aderir ao movimento paredista, depois de ouvir orientação do sindicato que congrega a categoria em nível de Estado. Ele informou que a categoria está pedindo dos banqueiros, em torno de 10% de reajuste que inclui 5% de aumento real, mais a inflação do último período. Edvar Costa informou também que a minuta com a pauta de reivindicações foi entregue à Febraban-Federação Brasileira dos Bancos, ainda no mês de agosto. “Os bancários só resolveram parar porque não houve acordo entre as reivindicações da minuta e o que os banqueiros estão oferecendo”, declarou.

Segundo o presidente, além do reajuste salarial os profissionais também estão reivindicando, melhorias das condições de trabalho, mais segurança para os bancários, principalmente dentro das agências, melhores condições para melhorar o atendimento ao cliente, o fim do ‘assédio moral’ dentro das agências e salubridade compensatória, por causa dos riscos que os bancários correm naturalmente ficando em muitas situações expostos à violência em situações de assaltos e outras ocorrências.

Na fachada da Caixa Econômica a faixa indica paralisação das atividades desta a noite da quarta, 18/09 (Foto: J.Guedes)
Edvar Costa ressaltou que a greve é necessária, para que as reivindicações sejam atendidas. “Pedimos desculpas aos clientes, sobretudo, a compreensão das pessoas, dos comerciantes. Sabemos que greve não é bom para ninguém, mas é a única forma da categoria de trabalhadores ser ouvida”, finalizou.