Aplaudida no início do seu discurso, em que anunciou um pacote de R$ 20,4 bilhões para os municípios, a presidente Dilma Rousseff acabou vaiada por prefeitos que participavam da Marcha dos prefeitos em Brasília.

Eles acharam pouco 3 bilhões e queriam o aumento de repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o que a presidente não concedeu. Na oportunidade anunciou o repasse de R$ 15,3 bilhões para os municípios, destinados a projetos e obras nas áreas de saúde e educação. Dilma prometeu R$ 3 bilhões de ajuda aos municípios para custeio da saúde e da educação, que serão transferidos em duas parcelas — em agosto deste ano e abril de 2014. Também disse que vai aumentar o repasse do Programa de Atenção Básica (PAB), o que representará mais R$ 600 milhões ao ano. A presidente disse que serão repassados mais R$ 4 mil ao mês por equipes de saúde, o que custará R$ 3 bilhões. Outros R$ 5,5 bilhões para ampliar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Dilma, 11.800 postos serão ampliados, outros seis mil construídos e mais 225 UPAs. Na área de educação, R$ 3,2 bilhões para construir 2.000 creches.

Centrais unificam discursos

Temendo um racha no “Dia Nacional de Lutas”, que pretende paralisar São Paulo hoje, a CUT, a Força Sindical e as demais entidades reuniram-se para unificar o discurso. Os militantes pretendem preservar a presidente Dilma e focar as críticas no Congresso Nacional. Mais de 6 milhões de trabalhadores devem aderir hoje ao Dia Nacional de Lutas. O momento para as centrais sindicais, quando a liderança destas entidades será testada em greves e manifestações pelo país.

Novas batalhas para os médicos

A categoria prepara ações contra o programa de saúde do governo federal e também em defesa da Lei do Ato Médico.

BC eleva juro em 0,5 ponto preocupado com dólar

Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia em 0,5 ponto porcentual, na terceira alta consecutiva, levando a Selic para 8,5% ao ano. Um fator que pesou ontem foi a escalada do dólar. No comunicado, o colegiado repetiu a justificativa da primeira alta de 0,5 ponto, dada em Maio, de que a decisão ajudaria a colocar a inflação em declínio e asseguraria a continuidade da tendência em 2014. Analistas do mercado financeiro já contam com uma nova alta no fim de Agosto.

Câmara aprova MP que desonera folha de pagamento em 10 setores

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira medida provisória que desonera a folha de mais de dez setores da economia até o dia 31 de dezembro de 2014. O texto da MP 610 retomou a desoneração dos setores de construção civil e varejo, que haviam recebido o incentivo por meio da MP 601, que acabou perdendo a validade antes de ser votada no Congresso. A inclusão foi feita pelo relator, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), a pedido da própria presidente Dilma Rousseff.

Seca do Nordeste

A MP 610 prevê um socorro especial aos atingidos pela seca do Nordeste neste ano. No plenário, os deputados ampliaram os incentivos dados aos produtores, em relação ao texto aprovado ontem na Comissão Especial Mista. Foi aprovado destaque que perdoa dívidas de até R$ 15 mil de pequenos produtores da região Nordeste que tenham tomado crédito de até R$ 50 mil.

Senado recua e proíbe parente como suplente

Diante da repercussão negativa da votação na véspera, que mantivera o nepotismo, senadores aprovam novo projeto e agora proíbem, por unanimidade, a indicação de pais, filhos e irmãos para a suplência. Mas o texto mantém o direito de “herdar” o mandato dos titulares em caso de vacância definitiva. A única abstenção foi de Edison Lobão Filho, suplente de seu pai, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Ele é o único parente entre os atuais. Foi aprovada ainda PEC que facilita apresentação de projetos de iniciativa popular, reduzindo à metade número de assinaturas necessárias para o início da tramitação. A coleta de assinaturas poderá ser feita pela internet.

Sebrae: 76% das empresas sobrevivem aos dois primeiros anos

O índice de pequenas e microempresas criadas no Brasil que sobrevivem aos primeiros dois anos de existência é 75,6%, de acordo com o estudo Sobrevivência das Empresas feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, todos os setores analisados aparecem com sobrevivência acima de 70%. As indústrias são as empresas com mais sucesso nos primeiros dois anos, com 79,9% ativas. Depois vem o comércio com 77,7%, a construção civil, com 72,5% e os serviços, com 72,2%. Para fazer o censo, o Sebrae avaliou as bases cadastrais da Receita Federal entre os anos de 2007 e 2010, abrangendo um universo de 500 mil empresas por ano. A região com maior taxa de sobrevivência é a Sudeste, com 78,2%. Em seguida aparecem o Sul (75,3%), Centro-Oeste (74%), Nordeste (71,3%) e Norte (68,9%). O presidente do Sebrae ressaltou que para que um negócio seja próspero é preciso identificar uma oportunidade, um diferencial, ter afinidade com a atividade, gostar do segmento. “É muito difícil trabalhar em uma área com a qual não se tem nenhuma relação. Às vezes você tem uma ideia, mas não coloca ela em pé”. Segundo Barreto, é preciso estudar a viabilidade do projeto financeiramente, além do mercado onde se pretende colocar o negócio, aliando a isso a capacidade de correr riscos.

Vozes das ruas

As vozes chegaram também à zona rural. Na Barra, os moradores fizeram manifestação pedindo melhorias na área da segurança, saúde e água de qualidade.

Jornada da Juventude: Catequese será em 26 línguas

A organização da Jornada Mundial da Juventude contratou 70 tradutores para ajudar a realizar a catequese — missas e pregações — em 26 idiomas.

 
Corpo de Cristo

Comenta-se que nada menos que 1.260 ministros da eucaristia e 1.260 voluntários distribuirão 200 mil hóstias, em Copacabana, na missa do Papa Francisco, dia 23 no Rio de Janeiro.

*Silvani Soares é bancário e radialista