Regional
Aplicativo que controla cadeira de roda reduz em 90% custo de equipamento motorizado

Comandos da cadeira são feitos por sensores que conectam ao aplicativo instalado em celular, por meio do bluetooth. Custo da cadeira com o aplicativo é 90% mais barato que uma cadeira de rodas motorizada.
Um grupo de alunos de Santa Quitéria, município distante cerca de 230 quilômetros de Fortaleza, desenvolveu um aplicativo que permite controlar uma cadeira de rodas por bluetooth, tecnologia de comunicação sem fio de que permite transmissão de dados através de aparelhos de telefone celular. Os comandos da máquina são feitos por sensores que conectam ao aplicativo instalado em celular sem necessidade de conexão com a internet.
“O nosso intuito é conseguir colocar no mercado, para que mais pessoas, especialmente as de baixa renda, tenham acesso à tecnologia. Hoje uma cadeira elétrica custa mais de R$ 7 mil, valor pouco acessível para a maioria da população. Se a gente conseguir que o nosso protótipo seja construído em escala comercial, esse custo fica em R$ 500, a cadeira já com o aplicativo instalado”, explica Mateus Sousa, um dos idealizadores do projeto. A redução é de mais de 90%.
Os alunos, dos cursos profissionalizantes de informática, rede de computadores, eletrotécnica e enfermagem da Escola Monsenhor Luiz Ximenes Freire, começaram a desenvolver o projeto ainda 2015 para Feira de Ciências da escola. A inspiração veio de Ana Paula, uma cadeirante ex-aluna da escola. A ideia era criar algum mecanismo que permitisse a ela uma maior mobilidade.
Com o “Wheelchair Tech” – ou cadeira de rodas tecnológica -, um toque na tela de um smartphone permite que o usuário da cadeira de rodas estabeleça todos os movimentos como avançar, parar e mudar de direção. “Isso vai facilitar, em muito, a vida dos cadeirantes, que precisam fazer um grande esforço para movimentar a cadeira”, diz o estudante.
Em 2016, já aprimorado, o projeto foi apresentado na Mostra Nacional de Robótica em Recife (PE), No evento, os estudantes foram selecionados, entre outros, para receber uma bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concedida para estudantes do Ensino Médio. A bolsa, no valor de R$ 100, não cobre nem os custos básicos do projeto. “A gente usa para substituir peças, coisas pequenas”, explica a professora Ana Elisa Mesquita, orientadora.
Após novos ajustes, agora os estudantes vão apresentar o “Wheelchair Tech” na Mostra Nacional de Robótica (MNR) 2017, que será realizada em Curitiba ente os dias 7 a 10 de novembro. “Como um evento aberto ao público, temos a expectativa de que algum empresário se interesse pelo nosso projeto”, diz Mateus.
Além disso, os oito estudantes concorrem a uma nova bolsa de Iniciação Científica oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no valor de R$ 100 para cada um. Participam do projeto os estudantes Mateus Sousa, Tamires Maia, Dalila Paiva, Gustavo Magalhães, Gleidson Rosa, Assis Neto, Expedito Rian e Ana Muniz. O grupo é coordenado pela professora Ana Elisa Mesquita.
Fonte: G1 CE
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