Ceará
Apesar da crise da Saúde, hospital e UPAs novos ainda estão fechados
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Carneiro acorrentado a portão da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Vila Velha indica situação de abandono do local[/caption]
Em meio à crise que superlota hospitais públicos no Ceará, pelo menos três unidades que estão praticamente prontas permanecem fechadas. Hospital do Sertão Central deve abrir até dezembro, diz Secretaria da Saúde

Carneiro acorrentado a portão da Unidade de Pronto Atendimento do bairro Vila Velha indica situação de abandono do local
Em meio à crise que superlota hospitais públicos no Ceará, pelo menos três unidades que estão praticamente prontas permanecem fechadas. Hospital do Sertão Central deve abrir até dezembro, diz Secretaria da Saúde
Só a inauguração simbólica do Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, feita pelo então governador Cid Gomes (Pros), em 28 de dezembro de 2014, não foi suficiente para que as portas do hospital fossem abertas à população. Até hoje, a unidade aguarda entrega, instalação e teste de equipamentos de grande e pequeno porte, como aparelhos de ressonância magnética e tomógrafo – realidade vivida, também, por outras unidades hospitalares construídas pelo poder público.
A falta d’água na região do HRSC é outro fator que frustra o início dos trabalhos. Por causa disso, uma adutora deve ser montada no segundo semestre deste ano, ligando os açudes de Quixadá e de Quixeramobim, para viabilizar o atendimento no hospital. Pelo menos é o que prospecta a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), ao confirmar, em nota, que “o quadro de seca prolongada afetará o funcionamento da unidade”.
Em plena atividade – o que deve acontecer em meados de 2016, segundo a Sesa – o hospital vai demandar uma manutenção orçada em R$ 11 milhões mensais.
À época da “inauguração”, Cid adiantou que o hospital deveria ser entregue aos poucos: primeiro o centro de imagens, depois a maternidade e, por fim, a emergência. Confirmando o procedimento, a assessoria de comunicação da Sesa afirmou que a expectativa é de abrir a unidade para o público entre novembro e dezembro deste ano.
Vila Velha
Uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Vila Velha, em Fortaleza, passa por situação semelhante à do HRSC: está praticamente pronta, mas sem vestígios de quando deverá funcionar. Na manhã da última quinta-feira, 23, mato crescia no pátio de forma desproporcional, servindo de alimento para um carneiro acorrentado ao portão. Não se sabe quem colocou o animal lá, mas o lugar está assim, em situação de abandono, há pelo menos dez meses.
O designer Marcos Lima, 35, conta que a população até já desistiu de buscar a unidade. “Todos já conhecem a história deste ‘elefante branco’”. Quando precisa de auxílio médico, relatou o morador, a comunidade costuma procurar o Posto de Saúde João Medeiros de Lima ou o Hospital Distrital Gonzaga Mota, ambos na avenida Dom Aloísio Lorscheider.
Detalhes a respeito da situação da UPA do Vila Velha foram solicitados à Secretaria Municipal da Saúde (SMS) desde a última quinta-feira, mas a secretaria não respondeu até o fechamento desta página. Da mesma forma, foi contatada a Prefeitura de Quixeramobim, por meio da secretária de Gestão Hospitalar, Rejane Bastos, e do prefeito Cirilo Pimenta, mas as ligações não foram atendidas.
Funcionários
1.647 profissionais foram selecionados, em concurso público, para integrar o quadro de funcionários do Hospital Regional do Sertão Central.
Repercussão
A imprensa regional noticia, constantemente, a expectativa dos quixeramobinenses para a abertura do HRSC.
Manifestação
Foi o caso de uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), divulgada pelo blog Quixeramobim Agora, em abril deste ano. Segundo o blog, os manifestantes cobravam do governador Camilo Santana (PT) a abertura imediata do hospital.
Fonte: O POVO
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