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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de autotestes de Covid-19 no Brasil. A decisão aconteceu nessa sexta-feira (28), após votação da Diretoria Colegiada da agência a partir da análise da solicitação e envio de informações complementares pelo Ministério da Saúde.

Autorização permite a comercialização dos testes em farmácias e estabelecimentos de saúde. Os exames, que podem ser feitos em casa, permitem realizar o acompanhamento das condições da doença. No entanto, os testes não são conclusivos para o diagnóstico segundo a Anvisa.

Na abertura da reunião, transmitida ao vivo pelas redes sociais da Anvisa, a diretora Meiruze Sousa Freitas destacou que o diretor-presidente Antônio Barra Torres não participou do evento por questões de saúde na família.

Votaram a favor os diretores Meiruze Sousa Freitas, Cristiane Rose, Romison Rodrigues Mota e Alex Machado Campos. A decisão, que acontece por maioria simples dos votos, foi tomada por unanimidade.

Entenda o processo

O Ministério da Saúde enviou uma solicitação à Anvisa para autorização do uso de autoteste para Covid-19 no dia 13 de janeiro. No parecer enviado à Anvisa, o ministério afirmou que a aprovação é uma estratégia complementar ao Plano Nacional de Expansão da Testagem, política pública lançada pela pasta em setembro.

“Os TR-Ag para a detecção do SARS-CoV-2 fazem parte de uma política de saúde pública consolidada pelo MS, de forma que o autoteste deverá ser utilizado de forma complementar, como estratégia de triagem”, diz o documento encaminhado à Anvisa.

No entanto, a Diretoria Colegiada da Anvisa votou, em maioria, no dia 19, pela cobrança de informações adicionais, por parte do Ministério da Saúde, de política pública para uso dos exames no país.

De acordo com as regras vigentes da Anvisa, o registro de autoteste de doenças infectocontagiosas de notificação compulsória, como a Covid-19, só podem ser feitos caso haja uma política de saúde pública e estratégia de ação estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

No dia 21, técnicos da Anvisa se reuniram com o Ministério da Saúde para discutir a implementação dos autotestes no país. De acordo com a Anvisa, na reunião “foram debatidos detalhes necessários para a implantação do autoteste, buscando o preenchimento de possíveis lacunas na construção da proposta”.

Como funcionam os autotestes

O neurocirurgião e neurocientista Fernando Gomes, do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que a autotestagem é uma metodologia comum na medicina, como a medição de glicose no sangue para pacientes com diabetes ou testes de HIV e de gravidez. “Não é nada muito novo quando falamos em aplicação para a população em larga escala”, disse.

No caso do coronavírus, o paciente que possui o kit realiza a coleta através da secreção do nariz ou da boca com um cotonete. Na sequência, a haste é introduzida em um processo químico e colocada para a testagem. O resultado está disponível em cerca de meia hora, indicando tanto o resultado positivo quanto negativo para a presença do vírus.

Os detalhes sobre a utilização dos exames podem ser conferidos no quadro Correspondente Médico, do jornal Novo Dia.

Fonte: CNN Brasil