O encontro do comitê da Sub-bacia do Alto Jaguaribe foi marcado pela definição e aprovação dos Parâmetros mínimos e máximos de vazões para Alocação Negociada de Água dos Açudes isolados da Sub-bacia.

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (COGERH) de Iguatu apresentou, na reunião da última quarta-feira, 22, que Bacia Hidrográfica do Alto Jaguaribe atualmente conta com 1,395 bilhão de m³, equivalente a 50,4% de sua capacidade máxima.

Na oportunidade foi ressaltado o quadro de criticidade dos reservatórios e explicou que os açudes Mamoeiro, em Antonina do Norte, e Benguê, em Aiuba, estão sem possibilidade de alocação.

Após deliberações, o Comitê definiu e aprovou os Parâmetros de Alocação para cinco açudes que irão operar neste 2º semestre de 2022: açude Trussu – Mínimo: 0 L/s; Máximo: 250 L/s; açude Muquém – Mínimo: 200 L/s; Máximo: 300 L/s; açude Arneiroz II – Mínimo: 170 L/s; Máximo: 520 L/s; açude Canoas – Mínimo: 35 L/s; Máximo: 185 L/s; açude Faé – Mínimo: 2 L/s; Máximo: 102 L/s.

A vazão do açude Orós, maior reservatório do Alto Jaguaribe, será definida na Reunião de Alocação dos Vales do Jaguaribe e do Banabuiú, em 5 de julho, em Limoeiro do Norte.

A Sub-bacia do Alto Jaguaribe abrange uma área de drenagem de 24.639 km2, correspondente a 16,56% do território cearense. Localiza-se a montante do açude Orós. Esta bacia é composta por 24 municípios e apresenta a capacidade de acumulação de águas superficiais de 2.792.563.000 bilhões de m3, num total de 18 açudes públicos monitorados quantitativamente e qualitativamente pela COGERH.

PODCAST MAIS JUSTIÇA – I SIMPÓSIO DO DIREITO HOMOAFETIVO DO CENTRO SUL CEARENSE