Regional
Agrotóxicos: fiscalização no Maciço de Baturité constata irregularidades
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Sema) apresentou balanço da 12ª Fiscalização Integrada de Comércio e Uso de Agrotóxicos, realizada em nove municípios do Maciço de Baturité. Com o apoio de instituições cearenses, a operação visou propriedades rurais e comércios que manuseiem agrotóxicos, a fim de apurar possíveis irregularidades. Artur Bruno, secretário do Meio Ambiente, sugeriu que os participantes unissem força para realizar educação ambiental em todo o Estado, em busca de diminuir problemas causados pelo mau uso do pesticida.
A fiscalização ocorreu entre os dias 13 e 17 de maio, nos municípios de Baturité, Aracoiaba, Capistrano, Redenção, Itapiúna, Aratuba, Palmácia, Pacoti e Maracanaú. “Este último foi incluído, por ser responsável por grande parte do comércio de agrotóxicos da região do Maciço”, informou a engenheira agrônoma, Viviane Monte, da Coordenadoria de Desenvolvimento Sustentável (Codes), da Sema.
Foram fiscalizadas 20 propriedades rurais e 17 estabelecimentos comerciais. Dentre as autuações registradas, foi encontrado armazenamento inadequado de agrotóxicos, descarte inadequado de embalagens, reutilização de embalagens, aplicação do produto sem uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), agrotóxicos vencidos, além de problemas nos registros junto ao órgão competente.
Em relação ao ambiente de trabalho dos produtores rurais, a Sesa também constatou condições precárias. Em um dos locais visitados, um bebedouro sem higiene e com visíveis marcas de tempo foi encontrado – o aparelho estava coberto de sujeira e apenas um copo era utilizado por todos os trabalhadores presentes. Em outro local, foi oferecida à equipe de fiscalização água que estava armazenada em uma embalagem vazia de agrotóxico – era a mesma água que os trabalhadores bebiam.
Além da Sema, participaram da Fiscalização Integrada a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa/SFA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/CE) e o Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Caomace).
Destacando a importância do trabalho contínuo e integrado de todas as instituições, o secretário Artur Bruno sugeriu que a coesão continuasse unida para trabalhar em educação ambiental. Seriam utilizados os números de todas as edições da fiscalização, realizada desde 2013, para compor comparativos e observar que pontos devem ser trabalhados.
Fonte: O Povo
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