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Mais de 500 fósseis revelam antigo oceano em região hoje desértica do Egito

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Uma descoberta no Deserto Oriental do Egito está ajudando pesquisadores a entender como a vida marinha se recuperou após a extinção dos dinossauros. No sítio paleontológico Qreiya 3, cientistas encontraram cerca de 500 fósseis de peixes preservados em rochas que têm aproximadamente 62 milhões de anos.

Os fósseis foram encontrados em uma região que atualmente apresenta clima árido, mas que no início do período Paleoceno estava coberta pelo oceano. O material reúne mais de 20 tipos de peixes com nadadeiras raiadas, grupo que atualmente representa a maior parte das espécies de peixes existentes nos mares.

Segundo os pesquisadores, a formação rochosa registra um período de cerca de quatro milhões de anos após a extinção dos dinossauros. A quantidade e a diversidade dos fósseis indicam que diferentes grupos de peixes já ocupavam os ambientes marinhos nesse período, ajudando a preencher uma lacuna sobre a recuperação dos oceanos após a grande extinção.

Além dos fósseis, os cientistas analisaram os sedimentos e a composição química das rochas. Essas informações permitiram estimar características do antigo ambiente marinho, incluindo condições químicas da água e aspectos relacionados à temperatura do ecossistema.

O estudo também mostra como a paisagem da região mudou ao longo de milhões de anos. Atualmente coberto pelo deserto, o local preserva evidências de um antigo ambiente marinho e se soma a outras áreas do mundo onde fósseis revelam que regiões hoje ocupadas por terra firme já estiveram sob o oceano. (Foto:Reprodução/Science )

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