Dandara dos Santos foi assassinada com requintes de crueldade, após ser xingada, humilhada e torturada (Foto: Arquivo pessoal)

Vinte e cinco pessoas depõem nesta quinta-feira (10) na primeira audiência da ação penal que investiga o assassinato da travesti Dandara dos Santos, morta em Fortaleza em 15 de fevereiro com socos, chutes, golpes com pedra e execução a tiros.

O crime teve repercussão em todo o Brasil e internacionalmente pela brutalidade do homicídio, que foi filmado pelos criminosos e divulgado em redes sociais.

A acusação, comandada pelo promotor Marcos Renan Palácio Moraes, convocou nove testemunhas; a defesa dois oito réus chamou outras 16 pessoas. As 25 testemunhas prestam depoimento a partir da tarde desta quinta, num processo que deve durar até a madrugada de sexta (11).

A sessão é presidida pela juíza Daniele Pontes de Arruda Pinheiro, no Fórum de Justiça Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.
O processo tramita em segredo de Justiça, e a sessão é voltada exclusivamente para os promotores, advogados, testemunhas juízes e as demais partes envolvidas na ação penal.

Agressões, humilhação e tiros

O crime aconteceu no dia 15 de fevereiro, no Bairro Bom Jardim, e ganhou repercussão nas redes sociais após o compartilhamento do vídeo que mostra a travesti sendo agredida por um grupo no meio da rua.
O vídeo, gravado por uma pessoa que está com o grupo de agressores, mostra parte da violência. A gravação tem 1 minuto e 20 segundos e termina quando os suspeitos colocam a vítima no carrinho de mão, após agressões com chutes, chineladas, pedaços de madeira, e descem a rua.

Fonte: G1